segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Um Manifesto para marcar um novo paradigma: Teologia com Ênfase nas Religões Afro-brasileiras

É com grande satisfação e alegria que informamos sobre o

Manifesto dos Teólogos com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras

À Sociedade Civil,

1. Quem somos

1.1 Antes de iniciar este diálogo, gostaríamos de nos apresentar. Somos formados em teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras pela FTU – Faculdade de Teologia Umbandista, uma instituição de ensino superior credenciada e autorizada pelo MEC (Ministério da Educação) por meio da portaria 3864 de 18 de dezembro de 2003. Esta formação é única na história da Teologia brasileira e também no cenário mundial.

1.2 Aproveitamos este manifesto para agradecer publicamente ao Governo Federal e ao Ministério de Educação pela sensibilidade e apoio no processo de isonomia da teologia no campo acadêmico brasileiro.

 

C  Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "Religiões Afro-brasileiras: da Medicina Preditiva à Medicina Paliativa"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos mais um texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

Religiões Afro-brasileiras: da Medicina Preditiva à Medicina Paliativa

Leia o resumo:

o Homo Sapiens Sapiens, o "homem que sabe que sabe"é entendido pelas Religiões Afro-brasileiras de maneira geral como sendo uma entidade biopsicossocial. O ser espiritual (essência) manifestou-se na matéria (substância) propiciando a vida (existência).

A manifestação deu-se em três níveis descendentes: primeiro o mental (psíquico); segundo o corpo (biológico) e terceiro, o social, o relacionamento do homem com outros homens, enfim com a sociedade.

Palavras-chave: medicina preditiva, medicina preventiva, medicina curativa, medicina paliativa, IFE, Religiões Afro-brasileiras.

As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Posicionamento

Aranauan, Saravá, Axé,

Não temos acordo com ninguém. Nos posicionamos sempre buscando a lógica e bom senso. Para que não se suscite a ideia de que estamos velando os fatos em conversas em pvt (privado), torno o email abaixo público.

Quanto ao exposto, nada a comentar. Os fatos falam por si só.

Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Ronaldo Marques <rmarques.bolivar@yahoo.com>
Data: 13 de fevereiro de 2011 22:39
Assunto: Como fica isto agora?
Para: yabauara@gmail.com


Oi yabauara

 

Cheguei de viagem ontem e fiquei boquiaberto com tudo que li. Principalmente o seu último email pedindo paz justamente com esses caras aí que vem falando para todo mundo que entidade de umbanda não faz curso de teologia. Mas a mesma entidade fala para o Saraceni que ele deve fazer uma pesquisa comercial, montar um curso inédito que não sofre plágio... Que pai-velho marketeiro hein? Curso de teologia eles não fazem, mas este cursinho que não tem registro nenhum eles pedem para todo mundo fazer????? Isso é ridículo e vocês não se posicionam.

 

Rolou acordo entre vocês? Não entendi isto. Eles estão aprontando pra cima de vocês. Não sejam bobos. Tomem cuidado com eles.

 

Renato

 

Vamos lutar juntos! Vamos nos unir pela Umbanda!

Aranauan, Saravá, Axé!

O Astral Superior em todas as civilizações por meio de encarnações missionárias, mediunidade, intuição de grandes pensadores, entre outras formas de atuação tem concretizado o conhecimento no planeta como forma de distribuir o poder. Um Sábio, como são os Ancestrais Ilustres, utiliza o conhecimento com este propósito sempre.

 

No entanto, dentro do ângulo de cada um, ao longo da história, encontramos casos onde as pessoas acessam parte deste conhecimento e tentam fazer dele uma ideologia, uma forma de domínio sobre os demais. Aqui encontramos o "pseudo-Sábio" que não quer distribuir o poder, mas concentrar sob as suas mãos para dominar um grupo ou mesmo o todo.


É como se construíssem um cercado, um feudo que acreditam possuir com exclusividade. Esta aproximação entre poder concentrado, feudo e exclusividade enseja a criação de dogmas. Um dogma, segundo o próprio dicionário, é uma proposição incontestável e indiscutível.

 

Para compreender melhor este assunto e seus perigosos desdobramentos, evoco o raciocínio do Pai Rivas, o qual tive o prazer de ouvir algumas vezes e está claramente expresso em livros e no Blog Espiritualidade e Ciência http://espiritualidadeciencia.wordpress.com

 

Dentro dos 4 pilares do conhecimento (Religião, Filosofia, Arte e Ciência) o homem pode se posicionar mais na essência deste o que estimula uma visão universalista, respeitosa com as diferenças; ou periférica, preso ao rótulo do conhecimento. Neste caso a ortodoxia, fundamentalismo e extremismo encontram condições de se apresentarem.

 

O dogma é a base da ortodoxia. Estas visões ortodoxas são normalmente conduzidas por seitas. Entendendo seita como uma visão etnocêntrica, privilegiando a idéia de um grupo específico sobre a totalidade; misoneísta, aversão à mudança; milenarista, ao defender idéias salvacionistas; enfim, transmitem visões exclusivistas onde seus conceitos são fechados e indiscutíveis.

 

Seitas que exercitam constantemente a perspectiva ortodoxa invariavelmente se encontram com o fundamentalismo. O fundamentalista além de ter uma posição fechada sobre os assuntos que acredita ser a única e melhor visão que todas as demais, inicia algum tipo de enfrentamento aos que não concordam com ele. Todos têm que se submeter aos seus dogmas e se isto não acontece, surgem os conflitos das mais variadas ordens astrais e físicas.

 

Ao aprofundar a alienação do fundamentalismo surge o Extremismo que marcou nossa história antiga e recente com o terrorismo. Este último estágio de distanciamento do conhecimento em sua essência certamente é a pior forma de deturpação dos saberes e fazeres. O extremista simplesmente faz qualquer coisa em nome do que acredita de forma doentia. Retira até mesmo a vida física em nome do seu dogma, em nome de um fragmento da verdade que de tão distorcida simplesmente se transformou em ilusão e seus defensores são ilusionistas com ânsia de destruir a tudo e a todos.

 

Estes três posicionamentos diante do conhecimento: ortodoxia, fundamentalismo e extremismo influenciam de forma decisiva para a manutenção da miséria, da fome, da exclusão educacional, enfim das chagas sociais que sofremos enquanto comunidade planetária.

 

O que fazer para resolver estes problemas estruturantes? Mais uma vez continuo no raciocínio apresentado pelo Pai Rivas quando sustenta o diálogo como terapia ou terapia do diálogo. O raciocínio que se segue é o da minha Escola, mas pelo que será apresentado certamente todos compartilham e trabalham por isto nos seus terreiros. Vejamos:

 

Nós possuímos visões diferentes. Mas nós possuímos muito mais semelhanças. Somos umbandistas, somos das religiões afro-brasileiras e não queremos o lugar de ninguém. Queremos apenas o espaço que é nosso.

 

Neste momento temos que parar para pensar e deixar nossos problemas internos por hora buscando lutar contra aquilo que consensualmente são nossos inimigos comuns: doença, ignorância, dor, angústia, ódio, apego, enfim expressões da desigualdade que permeia a nossa sociedade.

 

Pelo menos neste ponto precisamos ter o consenso. Resolvendo este ponto comum, certamente será possível resolver todos os demais que, devemos reconhecer, são muito pequenos se comparados ao primeiro.

 

Precisamos tomar posse do nosso espaço. Certamente estamos convictos que isto todos concordam.

 

Por este motivo a FTU (Faculdade de Teologia Umbandista) que é um lugar neutro, pois privilegia todas as Escolas das Religiões Afro-brasileiras conclama todos os setores da nossa religião para uma união, um consenso que não permita em pleno século XXI a continuidade destas chagas sociais. Lembrando que a FTU é uma conquista das religiões afro-brasileiras. Esta conquista se deve, pois inclui pela Educação. Insere o adepto das religiões afro-brasileiras, historicamente excluído, na sociedade com cidadania espiritualizada.

 

Convidamos a todos os religiosos afro-brasileiros para reflexão. Vamos nos unir, vamos dialogar, vamos juntar forças para concretizar a palavra do Caboclo, do Preto-Velho e de todos os Guias que trabalham para realizar a felicidade coletiva neutralizando as desigualdades.


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Nosso dever é com esclarecimento à comunidade umbandista ou afro-brasileira

Aranauan, Sarava, Axé!


Gostaríamos de transcrever as palavras do Caboclo 7 Espadas pela pena do meu Pai Espiritual Pai Rivas (Mestre Arhapiagha) que está publicada desde 1989 na 1ª edição de "Umbanda – A Proto-síntese Cósmica":

 

"Claro está que não somos os donos da verdade, muito menos tivemos ou temos esta pretensão. Sabemos, sim, da existência de uma VERDADE INTEGRAL ABSOLUTA, sendo as demais verdades relativas e aplicáveis a uma época, a determinados graus conscienciais. Não seríamos nós, pois, intransigentes, a faltarmos com o bom senso e com o sentimento fraterno, achando-nos donos exclusivos das verdades. Não temos essa intransigência e aceitamos a todos como são, bem como suas concepções, sejam elas coniventes ou completamente adversas às nossas. O que não queremos é polemizar sem que isso traga real proveito a todos".

 

"Assim, queremos que fique bem claro aos Filhos de Fé que os conceitos esposados neste livro não têm a pretensão de serem definitivos. São os mais condizentes para os nossos tempos. Novos tempos virão e com eles mais Fundamentos".

São por estas palavras que Pai Rivas explica que "não possuo a última resposta, pois não possuo a última pergunta" e "A constante da tradição umbandista é a contínua mudança, logo a Umbanda é uma Unidade Aberta em transformação".


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

FWD: Conselho Federal de Umbanda do Brasil

Aranauan, Saravá, Axé!

Em tempo. Sobre o Conselho Federal de Umbanda do Brasil(CFUB) o email enviado para as listas em fevereiro de 2008, por tanto três anos atrás, é esclarecedor. Retomar o assunto sem registrar os fatos como foram discutidos denota uma postura que não visa o diálogo.
 

Adita-se que o CONUB/CFUB possui um cadastro gratuito e não é federação. Não federa niguém, seja pessoa física ou jurídica.  Pai Rivas é signatário do CONUB, assim como Milton Aguirre , algumas lideranças que estão no vídeo http://sacerdotemedico.blogspot.com/2011/02/historia-relacao-da-ftu-com-as.html e diversas outras... Pai Rivas nunca foi presidente da referida instituição, então novamente não faz sentido o que foi colocado.


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

 

Aranauam, Saravá Sr. Rubens,
 
Como membro do CONUB não poderia deixar de esclarecer alguns pontos do seu e-mail. É uma pena que procure em seus comunicados construir a desinformação e desconfiança quanto ao trabalho de algumas Instituições que vem atuando para Umbanda e não vivem dela.
 
Primeiro vamos separar as entidades e demonstrar o que elas realmente são.
 
A OICD (Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino) é um templo religioso de Umbanda.

A FTU (Faculdade de Teologia Umbandista) é uma faculdade de ensino superior devidamente regularizada no Ministério da Educação.
O CONUB(Conselho Nacional da Umbanda do Brasil) é um órgão representativo da Umbanda em âmbito nacional. Não por causa do nome, mas principalmente pela participação dos vários estados através de suas respectivas Coordenadorias de forma descentralizada e com autonomia. Convido o senhor a conhecer os responsáveis por este trabalho através do link (http://www.conub.org.br/conub_no_brasil.html)
 
Devidamente apresentada cada Instituição, detentora de um papel especifico dentro do movimento umbandista e que não tem como ser confundida, vamos falar sobre o CFUB. A sigla CFU, como o senhor citou, está errada.
 
O Conselho Federal de Umbanda do Brasil (CFUB) foi criado juntamente com o CONUB. Os dois Conselhos possuem a mesma organização e ambos foram registrados na mesma época. Ela funciona a "pleno vapor" e concretiza muitas ações positivas para o nosso meio sem inibir qualquer outro órgão representativo. Ou seja, afirmar que a criação de um Conselho de âmbito federal mudará as relações entre federações, terreiros e umbandistas é uma falácia.
 
A existência da CFUB nunca foi escondida. Desde a primeira edição do JBU* (Jornal Brasileiro da Umbanda) o nome do Conselho Federal é exposto ao lado do CONUB.
 
O CONUB e por sua vez o próprio CFUB possuem em seus quadros de Coordenadores e Diretores muitos dirigentes de Federações e Órgãos representativos. Cito Pai Pedro Miranda da União Espiritista de Umbanda do Brasil – UEUB – (atual coordenador do CONUB-RJ); Pai Itacy da União Religiosa dos Cultos Umbandistas e Afro Brasileiros, Mãe Márcia Pinho do Superior Órgão de Umbanda – SOUESP – e Fundação Ycarai (vice-presidente do CONUB). Também já ocuparam a cadeira de presidência do CONUB o senhor Milton Aguirre do SOUESP (1º presidente do CONUB) e Dr. Basílio SOUESP e "Guerreiros do Axé"(2º presidente do CONUB).
 
Sr. Rubens. Isso são fatos. Os nomes destes senhores e senhoras falam por si só.
 
A existência do CONUB e CFUB sempre foi pautada pelo respeito profundo a diversidade. Em nenhum documento, livro ou material didático do CONUB ou CFUB o senhor observará a tentativa de uniformizar ou mesmo codificar a Umbanda. Na literatura atual, a única obra que posso citar é justamente a sua. Então se existe algum tipo de receio em impor uma forma única de se fazer Umbanda, certamente ela foi construída após leitura da sua obra. Retirar estes livros que procuram conduzir à Umbanda ao processo único de manifestação é o mínimo que o senhor poderia fazer. Reescrever todos eles também seria uma saída.
 
Finalizando. O senhor através do seu Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda tentou patentear** - sem sucesso - o termo "Teologia de Umbanda" e não "Curso de Teologia de Umbanda" como afirma em seu último e-mail. Esta sim foi a verdadeira tentativa de dominar a nossa religião, através de um termo específico da Umbanda. Não transfira para outrem aquilo que foi feito pelo senhor.
 
 
* Para acessar a versão eletrônica do JBU, clique neste link: http://www.conub.org.br
** Acesse: http://pesquisa.inpi.gov.br/MarcaPatente/servlet/MarcasServletController?action=detail&codProcesso=1466444&D989D5FFD025403327BD738B7A760BDA.jbossserver1=2
Caso não consiga visualizar, siga os seguintes passos.
1.      Acesse: www.inpi.gov.br.
2.      Vá até a aba "Pesquisas". Clique em "Pesquisar Base de Marcas".
3.      Após a validação de segurança, clique em "acessar".
4.      No campo número do processo digite: 823892182.
  

--
Saravá fraternal,

João Luiz de A. Carneiro

CONUB: trabalhando pela dignificação da Umbanda e do umbandista



Crítica do Prof. José Walter Martins sobre "O Livro das Energias"

Aranauan, Saravá, Axé!


A título de esclarecimento, segue a crítica de uma autoridade no assunto sobre "O Livro das Energias"

 

"Livro das Energias desacata a Ciência (II)

 

                  José Walter Martins

                  Reflexões e comentários sobre O Livro das Energias, de Rubens Saraceni, Cristális Editora e Livraria, 998 – denominada obra mediúnica e psicografada pelo autor.

" Pior ainda, a parte referente a fenômenos materiais, relativos à Física e à

                Química, são eivados de erros grosseiros. Não apenas um ou dois erros

                leves, o que já seria demais para aceitar de um espírito elevado, mas uma

                série enorme de erros primários, inclusive em Matemática elementar.

                Que motivo poderiam ter espíritos de luz para nos trazer tal mensagem

                confusa e com erros tão palmares? Uma única resposta nos ocorre, que o

                médium foi vítima de entidades galhofeiras, iletradas, pertencentes ao que

                se costuma chamar comumente de entidades da sombra. Entidades que,

                seja por motivos jocosos, seja por motivos já levianos e maldosos, tentam

                passar aos menos avisados uma mensagem confusa e errada a respeito do

                mundo espiritual e material. Não seria culpa do médium, que estaria

                sofrendo, no presente caso, de uma forte obsessão por parte desses

                espíritos brincalhões. Isso já aconteceu com outros médiuns ilustres.

                O autor declara no início do livro que, na verdade, os autores espirituais não

                se identificaram claramente, mas ele supõe que sejam antigos cientistas e

                pensadores, e enumera no prefácio uma lista desses, entre eles, por

                exemplo, Copérnico, Descartes e Kant."

 

"Pode-se imaginar tal intelecto voltando à Terra por meio de mensagens

                mediúnicas a nos impingir frases desconexas, sem lógica, tautológicas e

                eivadas de erros? Claro que não.

                Vejamos a seguir alguns reparos ao capítulo l do livro em questão:

                Pág. 15, 3º parágrafo: "Quando dizemos que o Universo é o corpo divino, é

                porque assim o é". É o típico raciocínio infantil: quero porque quero, só que

                aqui é na base do é assim, porque assim é. Grosseiro: tautológico e

                dogmático.

                Pág. 16, 1º parágrafo: "Deus não é um ser, mas tão-somente isto: uma, e a

                única, Energia Original".

                Ora, dizer em relação a Deus que ele é "tão-somente" alguma coisa é

                diminuí-lo por demais; além disso, classificá-lo com sendo apenas uma

                energia parece mais teoria de um materialista do que de um espírito de

                luz; Deus é tudo, muito acima de qualquer coisa. Além do que, num

                sistema fechado, nos diz a termodinâmica que toda a energia tenderá,

                após certo tempo, a tornar-se apenas entropia, calor. Logo, Deus não pode

                ser classificado como sendo apenas uma energia, por maior que essa

                seja, pois ir-se-ia degradando em calor e diminuindo, o que é absurdo. E

                onde ficam a bondade, o amor, e a criatividade de Deus?

                Pág. 16, penúltimo parágrafo: "(...) mas quando cessar seu poder de

                divisão, ainda restará algo de tamanho tão pequeno, que sequer

                poderemos nominá-lo". No Dicionário Aurélio, não encontramos o verbo

                nominar, de onde viria o termo acima "nominá-lo?" O autor talvez tenha

                querido dizer "nomeá-lo", no sentido de dar-lhe algum nome, o que é sem

                sentido, pois nomear (dar nome a) alguma coisa não tem relação alguma

                com seu tamanho! Abaixo do elétron, do fóton ou do quark, não

                conseguimos nomear mais nada? Sem sentido. O animal mitológico grifo

                não tem sequer existência real, mas nem por isso deixa de ser nomeado:

                grifo! Erro lógico e de português, ambos grosseiros.

                Pág. 18, 2º parágrafo: "Esse fio sai do mental e liga-se à mente humana,

                sendo chamado de 'Fio da Vida'. Caso ele se rompa acidentalmente,

                advém a morte prematura". Ora, o fio da vida existe em muitas religiões

                espiritualistas, é também chamado o cordão de prata, ligando o corpo ao

                espírito; o autor parece aqui fazer alguma confusão a respeito. Mas já na

                página seguinte temos:

                Pág. 19, 2º parágrafo: "Tanto ele se afastou de sua esfera que, ao chegar

                ao fim visível do fio que seguia, viu-se em meio a formas energéticas puras,

                de aparências repugnantes (sic) que atormentavam o seu emocional". Diz

                aqui o autor que um ser da sexta esfera ascendente seguiu o fio de outro

                ser, e já fora de sua esfera, acima, viu-se às voltas com "energias de

                aparências repugnantes", o que parece contrariar tudo que já se escreveu

                sobre espiritualidade; se vou numa direção ascendente, em direção à

                Divindade, só posso ver coisas cada vez mais puras e mais belas, e não

                repugnantes! No Bhagavad Gita, livro de cabeceira dos hindus, e

                reconhecido universalmente como um dos mais belos livros espirituais, há

                um momento em que Arjuna solicita a Krishna poder ver Deus: quase fica

                cego, fica atemorizado, pois vagamente conseguiu discernir uma Luz

                fortíssima, impossível de ser encarada, é uma idéia de grandiosidade

                acima de sua capacidade de assimilar. Ao subirmos, em direção à

                Divindade, não veremos certamente nada de repugnante, por certo, mas

                formas e pensamentos cada vez mais puros e belos poderão, pela sua

                grandiosidade e força, nos atemorizar, mas não serão jamais repugnantes!

                Falta de senso em relação à elevação espiritual.

                Pág. 22, parágrafo 4º: "A constância de seu fluxo (da energia cósmica) a

                torna uma corrente energética contínua". Ora, constância refere-se a

                contínuo; uma vez mais tautológico. Seguindo: "Não podemos dizer onde

                começa e muito menos onde termina. Onde quer que a observemos, seu

                magnetismo é encontrado". As duas frases estão no mesmo parágrafo,

                uma seguida a outra, e juntas não fazem o menor sentido: que tem a ver

                não ter início nem fim com encontrarmos seu magnetismo? Ilógico.

                Pág. 23, parágrafo 3º: "O excesso de elétrons coloca o sistema estelar em

                desarmonia, alterando seu poder gravitacional, assim como o poder de

                pulsação cósmica. Sim, todo o cosmo possui um sistema de inspiração e

                expiração...".

                Ao longo dos séculos, filósofos e pensadores se deram ao trabalho de

                criar idéias e teorias que seriam incapazes de serem provadas, ou

                desaprovadas. A teoria da expansão e contração do universo foi uma

                delas, até que alguém dissesse: "Ora, mas se essa pulsação existisse, os

                primeiros a percebê-la seriam os donos de armazéns, quando todos os

                alimentos pendurados por fios, como presuntos, carnes, etc., cairiam ao

                chão no momento em que o universo estivesse na expiração total, ou na

                sua menor retração!! Isso porque, quando os fios que prendem os

                alimentos diminuem linearmente, suas secções transversais o fazem

                quadraticamente, e eles não mais suportariam os pesos que os puxam

                para baixo".

                Pág. 24, parágrafo 3º: "Quando essas ondas energéticas alcançam a

                superfície do corpo (planeta), podemos senti-las de forma desordenada

                pelas turbulências que causam nos elementos que o compõem: Água, Terra,

                Fogo e Ar". Nesse ponto, ou Copérnico, ou Edison ou Descartes, um

                deles, larga tudo o que a ciência produziu nesses séculos todos, e volta

                triunfalmente para a Grécia Antiga: o mundo é constituído dos quatro

                elementos: fogo, terra, água e ar!! Só um espírito galhofeiro e totalmente

                inculto escreveria, hoje em dia, tal disparate.

                Se formos analisando esse livro, capítulo a capítulo, parágrafo a parágrafo,

                acabaríamos por escrever um outro livro, ainda maior que esse. Do segundo

                capítulo em diante, o autor (autores espirituais) passa a empregar os

                termos: elétron – nêutron – positivo – negativo – harmonia e desarmonia,

                com relação a qualquer outra energia de que trata; é um emaranhado geral

                e confuso de idéias que vão sendo jogadas, sem demonstração alguma,

                fazendo pouco da Lógica, da Coerência, da Arte de ser simples, e da

                própria Razão.

                Enfim, um livro que, tenha sido escrito por encarnados ou desencarnados, é

                inócuo em si mesmo, mas poderá ser incrivelmente prejudicial seja às

                mentes mais jovens, ainda imaturas para perceber a grosseria do

                pensamento aí presente, seja em relação a pessoas de mais idade, mas

                sem uma cultura mais generalizada, que não poderiam e nem conseguiriam

                fazer uma leitura mais crítica da obra.

                Um livro mal escrito, mal alinhavado, mal estruturado, com frases sem

                sentido, e cometendo, com o pouco que se refere à matemática e às

                ciências físicas, erros que um ginasiano ou secundarista não fariam.

                Não recomendado a quem quer que seja.

                Dr. José Walter Martins, docente do Departamento de Química Analítica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)."

Pela Lógica II

Aranauan, Saravá, Axé!


Para ficar bem clara a questão, me refiro ao seguinte trecho:

"Já não se é possível escrever qualquer coisa sobre as Sete Linhas de Umbanda, os Exus da Umbanda, a Escrita Sagrada da Umbanda, os Guias Espirituais Umbandistas e sobre uma vasta gama de assuntos relacionados à Umbanda porque os livros de Pai Benedito os fundamentaram e quem escrever algo esdrúxulo esta fadado ao fracasso literário porque hoje o leitor umbandista tem um referencial ao qual podem comparar o que lhes chegar às mãos. (...)De fato, os leitores e admiradores da obra de Pai Benedito têm do que se orgulharem, pois ela retirou a literatura umbandista de um patamar e a elevou a outro, muito mais elevado e fundamentador da religião Umbanda, patamar esse ainda não alcançado por nenhum outro autor umbandista (espiritual ou encarnado) (...)" (Livros que mudaram a visão sobre a Umbanda, pág. 30 e 31 in Jornal de Umbanda.com.br  4ªed., Rubens Saraceni)

Mas quem é ele para dizer que todos que não se apoiarem nisto estão errados? Colocar todos os autores encarnados e desencarnados, as autoridades espirituais, abaixo do "preto-velho" que ele psicografa? É a imposição de uma cartilha, uma única forma de se ver a Umbanda, forma esta que observamos nas obras serem desconexas com todas as Escolas. Isto é lamentável.



Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Pela lógica I

Aranauan, Saravá, Axé!

Saraceni e Cumino,

Quando me volto para vocês utilizo este pronome de tratamento e não "senhor", pois procuro dialogar com lógica espiritualizada e esta é pela transparência, pela verdade. Não seria adequado escrever uma coisa pensando outra. Escrevo o que penso e o que penso neste momento é estabelecer os fatos com coerência.

O que não é possível é trazer outras questões e não responder a que fiz. Por favor, em nome da dignidade umbandista, se posicione quando afirmou colocar todos os autores umbandistas, encarnados e também as próprias entidades de Umbanda, abaixo do "preto-velho" que você afirma psicografar. Mais do que isto, este "preto-velho" trouxe algo que seria "fundamentador" da religião de Umbanda, a última palavra sem direito de pergunta.

Perguntar e não responder é ilógico, foge de qualquer possibilidade de diálogo. Todo mundo percebe que você, Saraceni, e seu grupo não respondem porque não tem resposta. O que foi exposto está errado e isto não é opinião.

Da mesma forma como mestre Aramaty há anos atrás demonstrou que o mesmo "preto-velho" supracitado que chamou Pai Rivas de uma expressão de baixo nível que prefiro não repetir e orientou o "Livro das Energias" escrito com erros incontáveis. Este dossiê com apresentação dos erros, muitos inclusive colocados por cientistas renomados, está na posse dele. Se esta era a base das obras do Saraceni, na época isto fora colocado, então tudo que decorre dela entrou também no mesmo problema.

Se vocês estivessem convictos que o mestre Aramaty faltou com a verdade, por que não o interpelaram judicialmente? Todos já perceberam que por qualquer motivo, o mais simples que seja, entram na justiça. Vocês ultimamente têm entrado e perderam todas, acreditando que poderiam ganhar. Se nem entraram sobre o Livro das Energias fica claro que sabiam que não iam ganhar mesmo. E não tem jeito. Isto não é opinião nossa, é a visão de várias pessoas igualmente idôneas. Nas penas do prof. Imbassahy, prof. José Valter Martins da UNICAMP, entre outros, alguns publicados pela OAB-SP ficou claro a quantidade de erros e não de opinião.

O Saraceni tirou o livro de circulação, ficando desmoralizado. Não foi por problemas outros ou perseguição. Não queremos atacar ninguém, apenas fazer uso da lógica. Então peço aos irmãos para se enxergarem no problema. Se você escreve um livro e recebe críticas de vários setores de duas uma. Ou analisa e acata o que foi criticado, naturalmente se reposicionando, retificando e promovendo as divulgações necessárias. Ou se está certo, vai defender até o fim as suas idéias convicto de que a verdade prevalecerá. A postura tomada foi nem uma, muito menos a outra.

É um direito dele retirar de circulação, mas deveria ter a consciência de não colocar a Umbanda nesta história. A solução foi nos atacar, inclusive colocando Pai Rivas na justiça (e perdendo, é bom frisar), só porque Mestre Aramaty levantou os fatos do "Livro das Energias". Esta atitude denota um interesse pessoal sobrepujando o coletivo e depõe contra a Umbanda ou Religiões Afro-brasileiras. Por isto que quer evocar a opinião da Escola Esotérica que é legítima e forçá-la ser um erro. A visão de uma Escola não quer dominar a Umbanda. Quer dialogar com todos os setores, mas tem sua visão própria. Tanto é verdade que na referida ação movida na justiça, o próprio juiz afirma em sua sentença que se fosse erro científico de fato precisaria atender o pleito da AUEESP, mas como se trata de opinião religiosa é um direito do autor. Pedimos calma e que nosso questionamento inicial seja respondido para dar continuidade ao diálogo sem ataques. Apenas evocando os fatos com lógica.



Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


Diálogo com lógica espiritualizada

Aranauan, Saravá, Axé!

 

Antes de me dirigir ao Saraceni, gostaria de colocar algumas palavras aos irmãos dos fóruns na internet. Não vou e nem posso tratar esta troca de emails com o Cumino e agora com o Saraceni como algo pessoal. Busco no diálogo uma forma lógica e espiritualizada que permite estabelecer uma relação saudável com todos que batem cabeça no Congá, que louvam os Orixás e as Entidades Espirituais.

 

Se estamos discutindo os fatos que este texto irá tratar, isto se deve a coerência e vivência que adquirimos no terreiro pelas mãos do meu Pai Espiritual, Pai Rivas. Esta coerência e vivência do Espiritual me estimula a defender as Escolas das Religiões Afro-brasileiras como um todo. Não só a minha, mas todas. Quando se propõe uma visão codificadora, uma obra ou conjunto de obras que todos devem se submeter ou a publicação de erros crassos da ciência elementar usando o nome da Sagrada Corrente Astral de Umbanda, precisamos e vamos nos posicionar.

Dito isto, me volto ao Saraceni para discutir publicamente os assuntos tratados em seu texto.

 

Saraceni, antes de qualquer coisa pedimos calma. Não adianta usar letras maiúsculas ou vermelhas para mudar o exposto. Tudo que foi escrito em livro, todas as ações que a justiça julgou e tudo que foi dito em programa de rádio está registrado. Vamos evocar estes registros e lidar os mesmos com lógica e bom senso. Reitero que busco aqui um diálogo calcado em uma lógica (com sentido, utilizando a razão) espiritualizada (buscando a verdade em respeito às Religiões Afro-brasileiras).

 

Sobre o direito de resposta. Acredito que você precisa direcionar estas palavras à instituição de ensino superior que é evocada no texto. Tudo que eu disse anteriormente, e digo agora falo por mim mesmo. Falo como um religioso que está convicto da importância de defender todas as Escolas que compõem as Religiões Afro-brasileiras. Porém quando se falta com a verdade e isto impacta esta harmonia entre as Escolas, precisamos assumir uma postura crítica.

 

Lendo o próprio documento que você publicou, lá está escrito que o Direito de Resposta já tinha sido concedido. Isto é muito importante ser frisado. O programa de rádio que você conduz já tinha transmitido o Direito de Resposta da instituição de ensino superior e ela apenas pediu para a justiça que o mesmo, já transmitido, pudesse ser repetido mais vezes. Não foi um processo judicial contra o Saraceni, foi um Direito de Resposta. A justiça achou por bem uma única transmissão do Direito de Resposta, a instituição de ensino superior acatou o entendimento e como o mesmo já tinha sido transmitido o assunto se deu por encerrado. O que enfatizo é a fonte da informação. Não precisei consultar nenhum outro documento que não o próprio apresentado pelo Saraceni.

 

Quanto à AUEESP. Esta é uma instituição fundada pelo Saraceni e, como afirmamos anteriormente, tem como um dos seus objetivos separar a Umbanda dos Cultos Afro-brasileiros. Isto está devidamente registrado no seu próprio estatuto que é público. Pois bem, a AUEESP entrou na justiça contra Pai Rivas pela opinião da Escola Esotérica que foi registrada em seu livro. Não se trata de erro científico ou religioso, apenas a opinião, a visão de uma Escola. O próprio juiz afirma em sua sentença que se fosse erro científico de fato precisaria atender o pleito, mas como opinião religiosa é um direito do autor. A questão pode  ser exemplificada de forma simples. Uma coisa é emitir opinião sobre uma maçã outra coisa é afirmar equívocos sobre a sua estrutura, sobre os átomos que a compõe. O primeiro é opinião que precisa ser respeitada, o segundo é erro de conhecimento que pode ser facilmente refutado. Tanto é verdade que a sentença do juiz quando foi a favor do Pai Rivas pode ser acessada com detalhes no pronunciamento: http://www.ftu.edu.br/ftu/producoes-academicas/audio-visual/pronunciamentos/175-pronunciamentos-2009-041.html e reforça este argumento. Basta assistir e os irmãos verificarão os fatos como eles se estabeleceram.

Sobre o processo de um indivíduo que escreveu algo contra Saraceni na internet, temos pouco a dizer. Ele deve pedir explicação, indenização ou que julgar legítimo ao próprio. O único problema foi explicado pelo próprio Saraceni em seu pedido de desculpas enviado para as listas no ano de 2003, quando o próprio afirma ter sido um "lamentável equívoco" aceitando inclusive, o Saraceni, responder por isso em juízo.  

 

Finalmente foi citado um trecho do livro Umbanda – A Proto-Síntese Cósmica. Sinceramente, não localizei o trecho ora afirmado. Ainda sim, sinto-me tranquilo para falar sobre o exposto. A codificação nos moldes descritos nas obras do Saraceni nunca foi tratada pelo meu Pai ou Avô de Santé (W. W. da Matta e Silva). Quando o meu Avô fala sobre codificação, trata das Ordens e Direitos que vem de cima para baixo, ou seja, dos Guias para os médiuns. Aliás, todos nós que vivenciamos o Sagrado na Umbanda, nas Religiões Afro-brasileiras compartilhamos deste espiritualizado pensamento. Quem quis codificar de forma ampla e irrestrita foi o Saraceni, sendo que estas ideias estão registradas em trechos literais dos seus próprios livros.

 

Diante do exposto, esperamos que tudo fique muito bem claro. O porquê de discutimos estes assuntos em lista, o porquê se faltou com a verdade e como apresentamos os argumentos baseados em documentos oferecidos pelo próprio Saraceni. O que ainda não foi explicado e precisa ser com celeridade é esta afirmação:

 

"De fato, os leitores e admiradores da obra de Pai Benedito têm do que se orgulharem, pois ela retirou a literatura umbandista de um patamar e a elevou a outro, muito mais elevado e fundamentador da religião Umbanda, patamar esse ainda não alcançado por nenhum outro autor umbandista (espiritual ou encarnado) (...)" (Livros que mudaram a visão sobre a Umbanda, pág. 30 e 31 in Jornal de Umbanda.com.br  4ªed.)

 

Este texto, Saraceni, foi escrito por você e publicado no primeiro dia do presente ano. O texto coloca todos os autores umbandistas, encarnados e também as próprias entidades de Umbanda, abaixo do "preto-velho" que você afirma psicografar. Mais do que isto, este "preto-velho" trouxe algo que seria "fundamentador" da religião de Umbanda, a última palavra sem direito de pergunta.

O problema é que esta entidade é a mesma que coordenou "O Livro das Energias" e, como bem vimos, lá estão erros que fez vários setores importantes da sociedade se posicionarem contra (vide o email do Aramaty que já encaminhamos para os fóruns). Depôs contra a Umbanda e os umbandistas. Não queremos brigar ou criar celeumas desnecessários, só não podemos nos calar diante do apresentado. Urge que o Saraceni se posicione sobre tudo isto, principalmente quando coloca o "preto-velho" dele acima de todas as entidades e todos os autores encarnados. Em nome da dignidade umbandista, peço que se posicione de forma clara e objetiva.



Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica vídeo histórico "História - Relação da FTU com as lideranças umbandistas I"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos vídeo histórico publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

História - Relação da FTU com as lideranças umbandistas I

Acesse: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com

As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um apelo à lógica! - Enfatizando o ponto nevrálgico

Aranauan, Saravá, Axé!

Reiteramos as palavras escritas no mês de janeiro de 2011: "De fato, os leitores e admiradores da obra de Pai Benedito têm do que se orgulharem, pois ela retirou a literatura umbandista de um patamar e a elevou a outro, muito mais elevado e fundamentador da religião Umbanda, patamar esse ainda não alcançado por nenhum outro autor umbandista (espiritual ou encarnado) (...)" (Livros que mudaram a visão sobre a Umbanda, pág. 30 e 31 in Jornal de Umbanda.com.br  4ªed.)

Meus irmãos que são das religiões afro-brasileiras, que estão no terreiro por amor aos Guias, e mais, por termos convicção que possuem bom senso, afinal estão dentro de uma linguagem religiosa tão profunda e verdadeiro; peço a gentileza de raciocinarem comigo sobre esta passagem.

Nela o Caboclo, Preto-velho, Criança, Exu, enfim todas as entidades que você tem a benção de tomar contato pela mediunidade ou pela mediunidade do sacerdote da sua casa ou que lhe iniciou como um estão abaixo do patamar que o "preto-velho" que ditou os livros ao Saraceni. Vejam o ponto que as ações magalomaníacas atingiram. Esse patamar elevado e fundamentador, seguno a auto-crítica do Saraceni, não foi alcançado por ninguém. Seja encarnado (sacerdote de terreiro e pesquisadores religiosos), seja Espiritual (TODOS os nossos Mentores).

Perceba os irmão que não estamos atacando este ou aquele, estamos transcrevendo palavras que vieram ao público e carregam uma ideologia codificadora, uma proposta única. A Umbanda nesta perspectiva é um produto acabado e tudo que precisava ser dito o foi pelo "preto-velho" auto-referenciado do Saraceni. 

Não somos contra as pessoas, mas discordamos de ideias como estas. Estas mesmas ideias que você amigo e filho de fé que vive o Sagrado no terreiro sabe que não procedem. As palavras dos nossos mentores e dos autores de livros que nos agradam, que nos falam à alma são importantes para o nosso entendimento e exercício do Sagrado. O que foi dito no jornal em questão que ora transcrevemos vai de encontro. Quer engessar a Umbanda por meio de uma entidade que inclusive é o próprio Saraceni que psicografa e está acima de qualquer um seja encarnado ou não.

Respeitar a diversidade não significa aceitar o erro.


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Silvio Garcez <aramatyoicd@uol.com.br>
Data: 8 de fevereiro de 2011 14:14
Assunto: Re: [apometria_umbanda] Re: A ideologia codificadora ruiu
Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br


 

Aranauan, Saravá a todos ...

Tenho acompanhado de forma muito atenta toda a discussão que tem se desenrolado e este é o momento de me manifestar.
Parece um doença, que volta de tempos em tempos,... Nas primeiras mensagens que foram veiculadas sobre o assunto alguem disse " tudo começou quando um discipulo de Mestre Arhapiagha recebeu um livro..." Pois é ,o discipulo sou eu, e me sinto muito a vontade para falar um pouco deste assunto.
Sim meus caros recebi de um aluno do Ensino Médio (sou também professor de Fisica) o famigerado Livro das Energias, que quando começei a ler fiquei pasmo pois encontrei nele tudo oque há de mais absurdo quando se fala de conceito cientifico. Não acreditei de verdade no que estava lendo e pior, este livro deixava claro que tinha sido escrito através da modalidade mediunica conhecida por psicografia e, se preparem, escrito pelos espiritos que se identificaram como, Galileu Galiei, Isac Newton, Charles Darwin entre outros. Bom das duas uma os os espiritos eram zombeteiros ou o medium bem...não era medium. Mas até ai voces podem perguntar mas o que estes cientistas em espirito escreveram de tão absurdo ? Vamos lá : Já ouviram falar em Ondas Neutronicas ? Que produzem frio e calor ? Sabiam que em baixo de uma arvore faz mais calor do que frio em função destas ondas neutronicas ? Que a força de atração entre a Terra e o a Lua não existe ? entre outras barbaridades que em nome do respeito que tenho por estes consagrados formadores da ciencia declino em reproduzir.Na epoca fui atras de varios cientistas renomados da UNICAMP,USP entre outras universidades e todos foram unanimes em afirmar que o livro todo era uma aberração. Os mais velhos devem lembrar que uma renomada pesquisadora da UNICAMP disse que o livro mais parecia o samba do criolo doido de tanta bobagem que continha. Diversas vezes questionei o autor encarnado Sr. Rubens Saraceni ,do p or que o mesmo não vinha a publico defender as ideias que seu livro continha, sim por que é o minimo que se espera de um escritor que sabe o que esta escrevendo mesmo sendo esta uma obra psicografada. Ele não apareceu e nem deu respostas . O que ele fez foi em um email muito antigo ameaçar Pai Rivas dizendo que iria fazer uma analise profunda da Proto Sintese Cósmica e que iria relançar o Livro das Energias totalmente ampliado ...
O que aconteceu ? Nada e o livro foi retirado de circulação . Se não me engano ele era editado pela Cristalis ou algo similar.
E ai como ficamos ? Algumas pessoas falam que tenho algo pessoal contra o Sr. Saraceni e respondo como sempre respondi : Eu estou defendendo a Umbanda, minha raiz, pois eu tenho de fato uma raiz! Não posso admitir que se escreva tantas barbaridades usando a Umbanda como referencia !
Sr. Saraceni em nome da dignidade Umbandista lhe conclamo mais uma vez, a vir a publico se desculpar publicamente de ste equivoco que foi o lançamento do livro das energias, que segundo ouvi do sr. era o livro base de sua doutrina !!!! A Umbanda não merece isso meu caro !
Se já não bastasse tudo oque falei voltamos a esta questão de codificação. Não vou discorrer mais profundamente sobre esta questão pois os doutos da lista já o fizeram com propriedade e ratifico tudo o que foi falado contra ela. Porem queria deixar uma questão :
A quem interessa que todos rezemos por uma unica cartilha ? Aos ditadores ! Aos que escravizam !Aos mercantilistas.
A quem interessa que sejamos diversos, diferentes ? Aos Democratas, aos que libertam, aos humanistas , aos que produzem bens e bençãos a todos a quem é plural !!!   

Viva a diversidade ! Abaixo a Codificação !!!!

Silvio Garcez - Aramaty
Discipulo de Pai Rivas



terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um apelo à lógica!

Aranauan, Saravá, Axé!

Por favor, peço aos irmãos para raciocinarem conosco usando apenas a lógica.

Bem, mais uma vez as pessoas envolvidas nos assuntos tergiversam. Literalmente mudam de assunto por não saber o que dizer. Não é mais possível tapar o sol com a peneira. Ninguém pediu para este ou aquele autor escrever um livro. Mas se escreveram e erraram, precisam retificar o exposto perante a comunidade umbandista, pois foi o nome da Umbanda que saiu estampada em boa parte dos seus livros.

No caso do Saraceni a saída foi o oposto do que a lógica e bom senso estimulam proceder. Não só permaneceu com os erros do passado, sem revê-los e corrigi-los, mas publicou novos livros e textos com mais erros ao ponto de se colocar como referência. Gostaríamos apenas de evocar dois pequenos trechos para ilustrar o que afirmamos:

 "Alguém até poderá contestar-me indagando sobre quem me iniciou. E eu só tenho uma resposta: Deus me iniciou e tornou-me um "iniciador natural" de Magias". (O Código da Escrita Mágica Simbólica, pág. 104. Rubens Saraceni) – Sem comentários.

E agora em 2011: "De fato, os leitores e admiradores da obra de Pai Benedito têm do que se orgulharem, pois ela retirou a literatura umbandista de um patamar e a elevou a outro, muito mais elevado e fundamentador da religião Umbanda, patamar esse ainda não alcançado por nenhum outro autor umbandista (espiritual ou encarnado) (...)" (Livros que mudaram a visão sobre a Umbanda, pág. 30 e 31 in Jornal de Umbanda.com.br  4ªed.)

Observem bem meus irmãos a condição que ele coloca o "preto-velho". O que ele afirmou é claro: elevou a literatura umbandista acima de qualquer um, tanto sacerdotes como entidades espirituais, colocando a sua produção como fundamentadora da Umbanda.

Esta visão de Umbanda defendida pelo Saraceni remete a uma monarquia parlamentarista. Onde existe um Rei que reina, mas não governa. Quem governa é o ministro. Como se auto-promover para o cargo de senhor da Umbanda ficaria muito ruim, ele colocou a figura de um "preto-velho" que fala mal de outras pessoas, sugere táticas comerciais, publica erros crassos científicos e religiosos, ou seja, tudo aquilo que um legítimo Preto-Velho jamais faria, para ocupar este "pomposo" cargo. Só que é ele, Saraceni, quem recebe as mensagens do "preto-velho". Pronto! Já sabemos quem vai querer controlar e está montado o cenário para tentar subjugar ideologicamente a nossa comunidade religiosa usando um código ditado por uma "entidade" de Umbanda.

Na perspectiva acadêmica a questão fica ainda pior, se é que existe algo pior do que o exposto. Nenhum acadêmico sério pode levar analisar com rigor as suas obras, porque o Saraceni parte da premissa que suas obras são as melhores, suas palavras para serem aceitas teriam que se tornar dogmas esdrúxulos, algo simplesmente inexistente nas religiões afro-brasileiras.

Façamos um pequeno exercício. Pergunte para qualquer acadêmico que você conheça se ele analisaria um autor na sua área que partisse da premissa que o que ele mesmo escreveu é "fundamentador", está acima de qualquer coisa, ninguém conseguiu alcançá-lo. Fica claro que a análise se inviabilizaria. Pois na academia faz-se necessário o senso crítico e este exige uma análise profunda dos fatos sem apelar para o argumentum ad verecundiam (apelo à autoridade, ou seja ser o certo porque quem professa a sentença se julga melhor, com autoridade sobre o assunto). Primeiro que não existe autoridade, leia-se aqui característica calcada na credibilidade inexistente neste caso, e muito menos valor de verdade verificável no exposto.

Assim fica fácil compreender porque o Saraceni não pode ser estudado na academia sem ser duramente criticado. Criou conceitos sem base lógica, distorceu fatos científicos, deturpou ideias religiosas, enfim a favor de uma doutrina própria usou o nome de um preto-velho para se escudar da agressão ao que existe de mais básico e essencial do conhecimento humano. O que fazer? Já respondemos a importância de se retratar, rever o exposto, entre outras iniciativas que são, no mínimo, necessárias para início de conversa. Porém, repetimos, como largar o osso? Resta colocar novamente que o santo era de barro, caiu e quebrou.

Além do exposto, Saraceni e seus asseclas fogem do discurso acadêmico. Não querem diálogo, taxando-nos de fazar baixaria. Agora qualquer discussão as pessoas vão taxar de baixaria e vão embora? Se não quer discutir no ponto de vista religioso, por que não na academia? Ele, Cumino, não falou que está se formando na academia. Discuta-se então neste nível. Se não queria discutir, por que puxou o assunto?

Ps: Diante desta lógica, naturalmente esta crítica não é acadêmica. Na academia as pessoas não fogem da discussão.

Ps2: O motivo de não podermos discutir as obras do Saraceni na Academia sem criticá-las  duramente estão plenamente respondidas pelo email abaixo do Aramaty, palavras de quem viveu na época os fatos


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Silvio Garcez <aramatyoicd@uol.com.br>
Data: 8 de fevereiro de 2011 14:14
Assunto: Re: [apometria_umbanda] Re: A ideologia codificadora ruiu
Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br


 

Aranauan, Saravá a todos ...

Tenho acompanhado de forma muito atenta toda a discussão que tem se desenrolado e este é o momento de me manifestar.
Parece um doença, que volta de tempos em tempos,... Nas primeiras mensagens que foram veiculadas sobre o assunto alguem disse " tudo começou quando um discipulo de Mestre Arhapiagha recebeu um livro..." Pois é ,o discipulo sou eu, e me sinto muito a vontade para falar um pouco deste assunto.
Sim meus caros recebi de um aluno do Ensino Médio (sou também professor de Fisica) o famigerado Livro das Energias, que quando começei a ler fiquei pasmo pois encontrei nele tudo oque há de mais absurdo quando se fala de conceito cientifico. Não acreditei de verdade no que estava lendo e pior, este livro deixava claro que tinha sido escrito através da modalidade mediunica conhecida por psicografia e, se preparem, escrito pelos espiritos que se identificaram como, Galileu Galiei, Isac Newton, Charles Darwin entre outros. Bom das duas uma os os espiritos eram zombeteiros ou o medium bem...não era medium. Mas até ai voces podem perguntar mas o que estes cientistas em espirito escreveram de tão absurdo ? Vamos lá : Já ouviram falar em Ondas Neutronicas ? Que produzem frio e calor ? Sabiam que em baixo de uma arvore faz mais calor do que frio em função destas ondas neutronicas ? Que a força de atração entre a Terra e o a Lua não existe ? entre outras barbaridades que em nome do respeito que tenho por estes consagrados formadores da ciencia declino em reproduzir.Na epoca fui atras de varios cientistas renomados da UNICAMP,USP entre outras universidades e todos foram unanimes em afirmar que o livro todo era uma aberração. Os mais velhos devem lembrar que uma renomada pesquisadora da UNICAMP disse que o livro mais parecia o samba do criolo doido de tanta bobagem que continha. Diversas vezes questionei o autor encarnado Sr. Rubens Saraceni ,do p or que o mesmo não vinha a publico defender as ideias que seu livro continha, sim por que é o minimo que se espera de um escritor que sabe o que esta escrevendo mesmo sendo esta uma obra psicografada. Ele não apareceu e nem deu respostas . O que ele fez foi em um email muito antigo ameaçar Pai Rivas dizendo que iria fazer uma analise profunda da Proto Sintese Cósmica e que iria relançar o Livro das Energias totalmente ampliado ...
O que aconteceu ? Nada e o livro foi retirado de circulação . Se não me engano ele era editado pela Cristalis ou algo similar.
E ai como ficamos ? Algumas pessoas falam que tenho algo pessoal contra o Sr. Saraceni e respondo como sempre respondi : Eu estou defendendo a Umbanda, minha raiz, pois eu tenho de fato uma raiz! Não posso admitir que se escreva tantas barbaridades usando a Umbanda como referencia !
Sr. Saraceni em nome da dignidade Umbandista lhe conclamo mais uma vez, a vir a publico se desculpar publicamente de ste equivoco que foi o lançamento do livro das energias, que segundo ouvi do sr. era o livro base de sua doutrina !!!! A Umbanda não merece isso meu caro !
Se já não bastasse tudo oque falei voltamos a esta questão de codificação. Não vou discorrer mais profundamente sobre esta questão pois os doutos da lista já o fizeram com propriedade e ratifico tudo o que foi falado contra ela. Porem queria deixar uma questão :
A quem interessa que todos rezemos por uma unica cartilha ? Aos ditadores ! Aos que escravizam !Aos mercantilistas.
A quem interessa que sejamos diversos, diferentes ? Aos Democratas, aos que libertam, aos humanistas , aos que produzem bens e bençãos a todos a quem é plural !!!   

Viva a diversidade ! Abaixo a Codificação !!!!

Silvio Garcez - Aramaty
Discipulo de Pai Rivas