segunda-feira, 16 de maio de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "Introdução ao conceito de Axé"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

A noção da ideia de saúde física, mental e social é devida ao equilíbrio do Axé. O Axé é remédio para o corpo e para a alma, portanto, profilaxia e medicamento ao mesmo tempo.

O Axé é a força magística sagrada, veiculada nas forças vivas da natureza. É o poder volitivo (vontade) do Orixá manifesto na energia nos reinos: mineral, vegetal, animal; em locais e nos vários elementos simbólicos.

É um poder, um princípio que permite realizar, fazer crescer e desenvolver todos os seres e coisas. Como força é neutro, invisível, transmissível, extinguível (necessita ser reatualizado), mas é sensível.

Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.



quinta-feira, 12 de maio de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto+vídeo "Os Vaticinios de Orunmilá Ifá"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto+vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":
 

Leia um trecho:

A Tradição Oral preconizada pelas Religiões Afro-brasileiras ou Afro-Americanas não é demonstração de incompetência ou falta de tecnologia, é simplesmente, o método escolhido.

Apesar de parecer apologético o discurso à Tradição Oral, não nos posiciona contra a Tradição Escrita, embora achemos fundamental a revisão constante e recíproca entre ambas tradições. Ambas se complementam; portanto não podemos de forma preconceituosa e egoísta sentenciar que a Tradição Escrita é soberana.

Depois destas necessárias considerações disponibilizamos o vídeoOrunmilá Ifá, o Deus do destino que desenvolverá o que expusemos por intermédio do Princípio Orunmilá Ifá. Esperamos que os bons augúrios de Orunmilá Ifá possam trazer vida longa, saúde, prosperidade, abertura consciencial e, principalmente, Espiritualidade e muita felicidade a todos. Axé!


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.




segunda-feira, 9 de maio de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "Religiões Afro-brasileiras: O Sacerdote, Mago e Médico - Parte III"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

 

Leia um trecho:

A Magia propriamente dita atua por meio dos elementares e das forças da natureza, bem como da influência dos ciclos e ritmos impressos sobre a Natureza pelos Orixás. Sua ação fundamenta-se na atuação sobre as quatro forças básicas: o Ar, o Fogo, a Água e a Terra. Fazendo-se movimentar a roda dos elementos do mais sutil ao mais denso (Ar-> Fogo-> Água-> Terra) teremos o ciclo de agregação, que pode ser utilizado para imantação e fixação de energias positivas. Fazendo-se movimentar a roda dos elementos do mais denso ao mais sutil (Terra-> Água-> Fogo-> Ar) teremos o ciclo de desagregação, que pode ser utilizado para repulsão e neutralização de cargas negativas. Sua atuação é baseada em correspondências no método analógico, por isso utiliza substratos densos – materiais naturais constituídos de elementos radicais em quantidades e qualidades corretas – para provocar um abalo na dimensão astral e etérea. Para o funcionamento adequado da operação magística são necessários, além dos elementos, a movimentação da vontade do Magista e, preferencialmente, o uso de clichês astrais, signos hieroglíficos conhecidos na Umbanda como Lei de Pemba, capazes de atrair egrégoras, criar formas-pensamento, invocar ou evocar espíritos elementares para atuar na operação efetuada.

 

Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Em tempo...

Aranauan, Saravá, Axé,

Em tempo. Não poderia deixar de comentar a decisão da justiça que mais uma vez deu ganho para o Pai Rivas e derrota para a AUEESP, instituição esta presidida pela Sandra Santos e fundada pelo Saraceni. Eles entraram com um segundo embargos de declaração e foi rejeitado pelo relator que ainda acrescentou uma multa de 1% sobre o valor da causa para a AUEESP porque estão de forma clara entrando na justiça contra Pai Rivas para fins protelatórios.

Perderam na primeira instância, perderam na segunda instância por unanimidade. Perderam no primeiro embargos e agora no segundo com multa. Eles vão levar esta falta de respeito à Umbanda e a um sacerdote sério por mais quanto tempo?

Ainda bem que isto é algo secundário face as recentes realizações das Religiões Afro-brasileiras. Tanto na Academia como no Terreiro as contribuições só crescem. Porém, Pai Rivas sintetizou bem o ocorrido. O Astral se fez valer pela justiça dos homens. A todos os magistrados, nosso respeito e admiração. Paó! 

Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Diálogo Religião e Ciência: prosseguindo a análise

Aranauan, Saravá, Axé!

 

Como comentamos esta semana, o 3º Congresso Nacional da Associação dos Programa de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião (ANPTECRE) apresentou seus anais com as comunicações aprovadas. Como presente simbólico, em agradecimento por tudo que meu Pai fez e continua fazendo pela Umbanda, ofertei o meu exemplar dos Anais para Pai Rivas.

Qual não foi a minha feliz surpresa ao ver Pai Rivas publicar em seu twitter –  http://twitter.com/rivasneto a digitalização da capa (disponível em: http://twitpic.com/4u88bj) e a página onde está o resumo da minha comunicação (http://twitpic.com/4u89b8).

 

Isto é um documento histórico não porque nós apresentamos, sinceramente não estamos preocupados com isto, mas pelo fato de uma teoria que nasceu dentro das Religiões Afro-brasileiras trazida por um Sacerdote Delas e que desenvolveu na Faculdade de Teologia com ênfase nestas mesmas Religiões Afro-brasileiras.

 

Estamos ocupando espaços importantes da sociedade, deixando de ser cultura de periferia para ser a cultura que aproxima o centro da periferia promovendo a Inclusão Total. Esta conquista é fruto direto sim da FTU e de meu Pai e como uma grande rede está conectada também com todas as Escolas que compõe a nossa comunidade. Umbanda, Candomblé de Caboclo, Xambá, Babassuê, Toré, Jarê, Catimbó, Jurema, Tambor de Mina, Terecô, enfim, todas as Escolas sem exceção.

 

Vamos dialogando, pois ainda temos muitas questões importantes para tratar. Por exemplo, o processo de reatualização iniciática. Uma proposta séria e profunda que aproxima e valoriza o sacerdócio consumado no terreiro e não em livros ou cursos. Assistam o vídeo disponível em: 

http://www.youtube.com/pairivas#p/u/0/NqfPx5QsFQ4 


E deixa a Gira girar!


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

A Tradição Oral possibilitando o diálogo entre Ciência e Religião

Aranauan, Saravá, Axé!

 

Gostaríamos de apresentar novos elementos da nossa comunicação apresentada no 3º Congresso Nacional da ANPTECRE. Nos anais do evento foram publicados os resumos e transcrevemos o nosso:

 

COSMOVISÃO DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS E COSMOLOGIA: POSSIBILIDADES DE DIÁLOGO EM F. RIVAS NETO

 

A cosmovisão das religiões afro-brasileiras relaciona espírito e matéria de tal maneira que a segunda manifesta o primeiro. Este fato estimula uma visão interdependente entre Ciência e Religião. A teologia com ênfase nas religiões afro-brasileiras com o seu senso crítico aplicado ao senso religioso pode ocupar um papel importante. Um primeiro desafio, no entanto, é dialogar com cosmovisões endogenamente tão plurais. O conceito de "escolas" trazido por F. Rivas Neto da Faculdade de Teologia Umbandista contribui para tanto, quando apresenta um design teórico de convergência: uma ideia que se expressa em várias linguagens. Cada linguagem é uma escola.

 

A escola de síntese, uma destas linguagens, se aproxima por analogia do modelo Big Bang ao compreender por sua doutrina intitulada "tríplice caminho" que o Orixá deflagrou o seu Poder Volitivo dando origem a manifestação do espírito na matéria como uma triunidade de movimento, luz e som analogamente ao ovo primordial, quando após o big bang se estabeleceram três fenômenos cosmogenéticos.

 

Ainda em F. Rivas Neto é possível compreender como ele relaciona estes mesmos fenômenos cosmogenéticos na tradição africana ketu sincretizando jeje-nagô. Pela representação da cabaça da existência/ IGBÁ IWÁ pode ser considerado, por analogia, o ovo cosmogônico que se manifesta em Luz (Oxalá), Som (Oduduwá) e Movimento (Exu – Elemento procriado). Oxalá e Oduduwá são os princípios da criação genérica e o terceiro elemento – IGBÁ KETÁ é a individualização, a existência diferenciada.

 

Palavras-Chave – Cosmologia, Big-Bang, Umbanda, Cosmovisão, Rivas-Neto, Cosmogênese

 

O resumo expressa bem o que defendemos no evento, mas estamos ao dispor dos irmãos para dirimir possíveis dúvidas.

 

Aproveitando, evocamos as palavras de Pai Rivas em seu recente vídeo - Religiões Afro-brasileiras e Tradição Oral disponível em http://www.youtube.com/pairivas#p/u/1/YHChB7jaESw.

 

No material gratuito apresentado é possível compreender que as Religiões Afro-brasileiras ou Umbanda não são de Tradição Oral por falta de tecnologia ou competência, mas sim porque este tipo de tradição expressa a essência da nossa cosmovisão que é uma unidade aberta tal qual o Homem. Logo esta relação entre Cosmologia (estudo do "cosmos") e Cosmovisão (visão de mundo) do povo do santo é possível, porque ambas são unidades abertas, não-dogmáticas. Isto é fundamental. Gostaram? Vamos conversando...

 


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica vídeo "Religiões Afro-Brasileiras - reatualização iniciática"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.



quarta-feira, 4 de maio de 2011

Umbanda no centro da Academia como produtora de conhecimento!

Aranauan, Saravá, Axé!


Acabamos de ler mais informações postadas pelo Pai Rivas em seu twitter - http://twitter.com/rivasneto e dois pontos nos chamaram a atenção.


O primeiro foi sobre uma nova vitória nos tribunais... O que será? Vamos aguardar Pai Rivas para saber o que ocorreu. De qualquer forma vitória para Pai Rivas sempre é algo coletivo e, sem sendo assim, certamente o evento deve beneficiar a todos.


O segundo é a sensibilidade do Pai Rivas em explicar melhor de uma forma mais clara o que é a ANPTECRE e o Congresso que participamos. Vamos lá.

A Associação dos Programas de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião é um órgão que reúne em si os principais programas do país de estudos pós-graduados (Mestrado e Doutorado) em Teologia e Ciência da Religião. Hoje encerrou o seu 3º Congresso Nacional que trouxe o nome: "Teologia e Ciências da Religião: Interfaces". No evento foram apresentados 21 grupos temáticos reunindo os maiores especialistas nos seguintes temas:


GT 1 - Aconselhamento Pastoral, gênero e interculturalidade
GT 2 - Gênero nas Ciências da Religião
GT 3 - Religião, Teologia e Economia
GT 4 - Textos Sagrados
GT 5 - Ecologia e Religião
GT 6 - Violência e Religião
GT 7 - Pluralismo, competitividade, alteridade , intolerância religiosa
GT 8 - Religião e Ciência
GT 9 - Religião e Psicologia
GT 10 - Religião e Educação
GT 11 - Espiritualidades contemporâneas, pluralidade religiosa e diálogo
GT 12 - Teorias da Religião
GT 13 - Cristologia e Antropologia: olhares cruzados
GT 14 - Paul Tillich
GT 15 - Religião e modernização no Brasil
GT 16 - Bíblia, Exegese e literatura
GT 17 - Protestantismos e Pentecostalismos no Brasil atual
GT 18 - Filosofia da Religião
GT 19 - Religião e Filosofia na Índia
GT 20 - Subjetividade e Religiosidade
GT 21 - Religião como texto: linguagens e produção de sentido 


Como os irmãos sabem, apresentamos uma comunicação neste congresso. Peço aos irmãos antes de continuar a leitura deste nosso texto, revisitar os GTs e verificar qual deles nos inscrevemos. Alteridade, intolerância, teoria da Religião... De fato, são assuntos interessantíssimos. Mas optamos em falar num inesperado: "GT 8 – Religião e Ciência".


Ficamos muito felizes pela recepção de nossa exposição, pois apresentamos a ideia de um sacerdote das Religiões Afro-brasileiras sem adaptações. Levamos para discussão científica pressupostos que interagem de forma harmônica Ciência (no caso a Cosmologia) e Religião (aqui as Religiões Afro-brasileiras) produzidas por ele. Esta teoria foi discutida e bem aceita por nomes de referência, como o prof. Dsc Eduardo Cruz que é físico e teólogo com pós-graduação concluída nos EUA.


Enfim, mais uma vitória para as Religiões Afro-brasileiras. Assim como meu Mestrado e agora Doutorado saiu do terreiro de meu Pai, pois foi com ele que consegui os elementos necessários para compreender a proposta acadêmica, este trabalho científico do Pai Rivas que apresentamos e entrou nos Anais da principal instituição de Ciência da Religião e Teologia no país também veio do terreiro, veio de uma casa de Umbanda. Esta sim é a Umbanda de Todos Nós!


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Mini curso - Música Sacra Afro-Brasileira (DIVULGUEM)

Aranauan, Saravá, Axé!

Mais um curso de extensão universitária importante para todos nós das Religiões Afro-brasileiras.

Abaixo o link para a página do curso no site da FTU


terça-feira, 3 de maio de 2011

Cosmovisão das Religiões Afro-brasileiras na ANPTECRE: Uma vitória!

Aranauan, Saravá, Axé!


É com imensa satisfação que li as palavras de Pai Rivas em seu twitter –http://twitter.com/rivasneto sobre minha participação no 3º Congresso Nacional da ANPTECRE – Associação dos Programas de Pós-graduação em Teologia e Ciências da Religião. Além de ser uma satisfação pessoal ler o que li de meu Pai, chamo a atenção para o aspecto principal reforçado por Ele. Falamos sobre as Religiões Afro-brasileiras, valorizando-as na Academia.

Nossa fala intitulada "Cosmovisão das Religiões Afro-brasileiras e Cosmologia: possibilidades de diálogo em F. Rivas Neto" apresentou como a Ciência encara questões básicas do Universo e do Ser Humano interfaceando a visão própria das Religiões Afro-brasileiras na leitura e principalmente vivência sacerdotal de F. Rivas Neto (Pai Rivas).


Este material foi aprovado e publicado nos Anais do 3º Congresso já impresso e divulgado para todos os presentes. Certamente nós das Religiões Afro-brasileiras marcamos a história acadêmica e isto nos enche de satisfação. Não pelo nosso nome, mas por uma instituição acadêmica que engloba uma maioria (para não dizer sua totalidade) de cientistas da religião e teólogos cristãos reconhecer a força e profundidade do discurso de um sacerdote das Religiões Afro-brasileiras, no caso Pai Rivas, na direção de compreender problemas críticos das ciências naturais.


Nossa fala que foi ao público especializado presente hoje na ANPTECRE e teve como localidade física a MACKENZIE, faculdade presbítera, com a organização conjunta da PUC-SP, católica, e UMESP, metodista, abre campo para que os acadêmicos nos olhem com mais atenção. Não somos folks, exóticos, excêntricos, mas sim autênticos. Nossa identidade é diferente da convencional porque não queremos defini-la pela exclusão dos outros, aliás não queremos nos definir. Queremos viver o que somos. Sermos nós mesmos, nas palavras de Pai Rivas.


Portanto, a Academia pode dialogar conosco das Religiões Afro-brasileiras não só para servir como estatística de teorias mirabolantes, mas para enfrentarmos juntos questões importantes da sociedade, cultura, política, economia e, principalmente, sobres os aspectos espirituais. Esta aplicação da teoria desenvolvida por Pai Rivas nas Religiões Afro-brasileiras é uma das imensas possibilidades de diálogo.

Agradeço ao Astral pela cobertura, aos irmãos de santé da Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino e aos irmãos planetários das Religiões Afro-brasileiras como um todo. Também não poderia deixar de lembrar o quanto a FTU foi e é importante na abertura deste processo de diálogo com a sociedade civil e com a comunidade acadêmica.


Citei meu Pai e não poderia deixar de encerrar sem agradecê-Lo. Primeiro pela minha vida como um todo. Aprendi a viver melhor, simplesmente procurando ser quem sou. Este é o estilo de vida do povo do santo, como ouvi Dele recentemente no rito. Segundo por acreditar em mim e mostrar que na Ciência também é possível vivenciar o Espiritual.  Sou hoje pesquisador acadêmico porque Pai Rivas encontrou em mim forças que nem mesmo eu conhecia.


Saí das ciências "capitalistas" e penetrei na Filosofia e agora Ciência da Religião utilizando basicamente aquilo que vi Pai Rivas expressar como sacerdote-médico, ou seja, a não-fragmentação dos saberes. Iniciação é conhecer a si e todas as coisas de forma integral. Em suma, com Pai Rivas conheci e penetrei na Academia começando pelo Terreiro. Continuando, sempre com o Mestre, pretendo penetrar em mim mesmo cada vez mais...


A todo filho de pemba, hoje é dia de celebração. Nós que somos do terreiro temos definitivamente voz e vez na comunidade produtora de conhecimento. Mas o trabalho não acabou, está só no início. Vamos continuar caminhando com outras religiões, filosofia, arte e ciência pelos pontos de diálogo. E deixa a Gira girar!


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica vídeo "Religiões Afro-brasileiras e Tradição Oral"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Uma homenagem à Umbanda

Aranauan, Saravá, Axé!


Escrevemos ontem sobre a experiência que nós das Religiões Afro-brasileiras temos acesso e isto é fruto direto das possibilidades oferecidas pelo sacerdote. Sendo assim, gostaríamos de homenagear esta função espiritual importantíssima na sua rica diversidade optando por lembrar uma das várias e legítimas Escolas Umbandistas que é a Umbanda Branca. Neste sentido, uma casa importantíssima para este setor é a histórica Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade (TENSP) que tem dentro dela um ícone importantíssimo: Zélio Fernandino de Moraes.


Mais do que falar da TENSP, gostaríamos de apresentar o que seus dirigentes têm a dizer sobre ela. Portanto, é com grande satisfação que anunciamos o vídeo:

 

Pesquisa de Campo: Pesquisa sobre Umbanda Branca - "A Umbanda do Caboclo das 7 Encruzilhadas nunca formou sacerdote em cursos"

Entrevistado: Dirigentes da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade

Data: Junho de 2009

 

Esta entrevista com o Sr. Jorge, dirigente da sessão de pretos-velhos, e a Dona Laudelina, dirigente da sessão de desenvolvimento mediúnico, ambos da Tenda Espírita Nossa Senhora da Piedade (TENSP) é clara sobre a formação do médium e do sacerdote.

Para acessar: www.ftu.edu.br, depois clique em "Produções Acadêmicas" - > Áudio-visual -> Pesquisas.

 

Ou acesse diretamente: http://www.ftu.edu.br/ftu/producoes-academicas/audio-visual/pesquisas/211-pesquisa-de-campo-pesquisa-sobre-umbanda-branca.html

 

A entrevista foi conduzida na época por mim e fui muitíssimo bem recebido pelos entrevistados. Com naturalidade contaram o processo de formação mediúnica e sacerdotal da TENSP, marcando com clareza como se deu e se dá este importante processo iniciático.


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "Religiões Afro-brasileiras: O Sacerdote, Mago e Médico - Parte II"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

O Espírito, como é imaterial, não tem limites, não esta atrelado ao tempo e ao espaço. Isso significa que não há, nos termos do universo que conhecemos, separação entre os espíritos. O que existe é, na Eternidade Relativa que chamamos de Reino Virginal, uma distinção virtual dos espíritos como pares vibratórios emConsciência-Una. Na Eternidade Absoluta o que existe é a Unidade de Consciência, não há qualquer forma de dualidade. Já no Universo Astral ao qual estamos afeitos, existe a aparência de pluralidade como função do ângulo de interpretação da realidade dos espíritos. Um exemplo poderá esclarecer essas afirmações: nós todos apreendemos o mundo em função das experiências que obtemos com nossos cinco sentidos; se imaginarmos, porém, um ser capaz de enxergar não cores e formas, mas partículas atômicas, seu universo será muito mais uniforme, como uma malha tridimensional com diferentes pontos de concentrações de partículas, tudo em movimento. Esse ser perceberá sem dificuldades a identidade que existe entre os seres e entre as coisas.

Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Limpeza física do templo: uma experiência viva do Orixá

Aranauan, Saravá, Axé!


Somos adeptos de uma Religião de transe, que prima pela tradição Oral e que encontra na experiência a melhor forma de viver o Sagrado. Este assunto é encantador e igualmente explorado pela academia. A experiência dos Orixás já virou tema de tese na Alemanha, por exemplo. Gostaria aqui de compartilhar ideias vivas e vivenciadas, comentando como ações simples, porém sob os auspícios de um pai ou mãe de santo consumado, despertam claramente esta experiência com o Orixá.


Todos nós que estamos no terreiro possuímos funções e certamente muitos ficam responsáveis pela higiene física e astral do ambiente. Esta é uma das funções que ocupo no Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras que é dirigido pelo Pai Rivas, nosso Mestre Espiritual. Para minha feliz surpresa, acompanhando a limpeza do Centro com o Pai José Roberto (mestre Yamatiara – iniciado por Pai Rivas), fui convidado por ele a limpar os assentamentos de quatro Orixás: Ogum, Ossaim, Oyá e Obaluaiê.


Confesso que foi um momento de profunda alegria receber agô do Pai Rivas estendido ao Pai José Roberto para limpar fisicamente os assentamentos compostos por elementos da natureza, utensílios domésticos (panelas, pratos, colheres) e outros que quando ritualizados incorporam, ou para usar uma expressão mais adequada, assentam de fato o Orixá naquela representação manifesta.


Aprendi com Pai Rivas que limpar fisicamente o templo, desde o salão ritualístico até os sanitários, é um exercício de limpeza da sua mente e do seu corpo físico também. Com o Sr. Urubatão da Guia incorporado em Pai Rivas ouvi também palavras preciosas que não esqueço mais: Em Aruanda você será observado não pelo cargo que ocupou, mas pelo quão bem você cumpriu com o que lhe foi confiado.


Bem, diante destes simples e profundos ensinamentos peguei o balde com as águas de oxalá, um pano branco limpo e seco e fui ao encontro das representações simbólicas destes quatro poderesos Orixás. Ao chegar em Ogum, comecei a passar o pano úmido para retirar a poeira que naturalmente acumula e para minha surpresa o assentamento "reagia", utilizo esta palavra por falta de outra melhor, como que oferecia suas ferramentas, suas armas para serem limpas. O assentamento exigia uma limpeza delicada, sem pressionar muito os pratos sobrepostos, caso contrário desconfiguraria o mesmo.


Apenas um ponto importante. No fundamento do Orixá, as Escolas que bebem mais da tradição africana, via de regra, não fazem usos de imagens católicas para assentar o Orixá. São utilizados exclusivamente os elementos supracitados. Todo Babalawô conhece o orô (fundamento) e sabe como selecionar e encaixar estes elementos fazendo uso das rezas e outras ferramentas que fogem ao objetivo do texto para fixar uma imagem própria, indissociada do Orixá venerado em questão.


Completando o ciclo da vida, saí do assentamento de Ogum e penetrei no espaço de Ossaim. Certamente é outra vibração, outro tipo de hierofania igualmente importante. Ao limpá-lo, parecia que o assentamento estava me abraçando, recebendo minha atitude honesta e sincera com alegria. A textura dos pratos componentes do assentamento que tocava por meio do pano úmido era diferente das de Ogum. No primeiro, firme e forte. No segundo, "suculento" (como são algumas folhas) e "flexível". Pode parecer estranho isto, mas de fato a sacralização daquele espaço, a ritualização daquele momento modifica o nosso ângulo de interpretação. O relatado só é estranho para quem não possui esta vivência, os irmãos que são responsáveis em suas casas pela limpeza de objetos rituais devem certamente possuir experiências parecidas.


Transitando do lado da "vida" para o lado da "morte", sem deixar de saudar exu presente no meio da composição, chegamos ao assentamento de Oyá. Oyá possui muitos elementos metálicos e justaposição dos pratos não permitiram contatá-los com toda a superfície das minhas mãos. Por isto, precise usar a ponta dos dedos que enconstavam de forma rápida e pontual. Interessante que este gesto parecia que o assentamento estava vivo e quente... De fato, estava mesmo...


Finalmente chegamos ao assentamento de Obaluaiê. Uma vez nele, os recipientes eram profundos, por isto precisava entrar bastante com a minha mão no assentamento para limpá-lo. De alguma forma estava penetrando no lado inconsciente simbólico e, portanto, dentro de mim mesmo. Na menor desatenção minha, era tocado por pontas bem agudas de ferro que fazem parte do assentamento, lembrando-me da convicção, atenção e disposição de percorrer a senda iniciática e esta é a própria cura e auto-cura.


Enfim, foi uma experiência marcante que ficará para sempre na minha alma. Percebam meus irmãos que todo o exposto foi possível com uma "simples" limpeza física de elementos ritualísticos. Lógico que isto não acontece do nada. Graças à sabedoria do Pai Rivas que trouxe estes fundamentos que eu, na condição honrada de seu discípulo, pude experenciar isto. Tenho certeza que todas as casas com sacerdotes sérios podem oferecer experiências tão importantes para seus filhos como as que Pai Rivas me direciona diariamente.


Nós como filhos espirituais devemos abraçar estas oportunidades maravilhosas que nos são ofertadas e expressar para a sociedade fazendo uso das virtudes espirituais que adquirimos independente do estágio que elas se encontram. Novamente pegando carona nas palavras de meu Pai, se é importante incorporar o Caboclo, é necessário mais ainda incorporar os valores que Ele trás...

Meu Pai, sua benção, axé babá mi.


Ps: Quem conhece Pai Rivas, sabe que Sua proposta abrange aproximar as várias Escolas. No caso deste assentamento, focou-se o culto de nação africana. Porém, todos que estão ligados na vida iniciática com Pai Rivas passam pelas mais variadas expressões do Orixá, como ouvimos Dele uma visão de "360º' sobre o assunto nas manifestações das Religiões Afro-brasileiras. 

Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "Religiões Afro-brasileiras: O Sacerdote, Mago e Médico - Parte I"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

Diz o adágio ocultista que, no passado, o Sacerdote, o Mago e o Médico eram o mesmo, ou melhor, que a mesma pessoa "acumulava" as três funções. A visão antropológica moderna vê essa assertiva como uma condição própria das culturas primitivas, onde as doenças eram tidas como fruto de intercessões malignas e, pela falta de ciência, se atribuíam poderes mágicos à fitoterapia, que era associada a encantos e feitiços para afastar as influências negativas do indivíduo acometido por moléstias. É familiar a todos a figura mítica do pajé ou xamã; em vários povos ele executa os serviços do contato com o Sagrado, com os espíritos da Natureza por meio da Magia e cuida das enfermidades que comprometem os integrantes da comunidade.

Veremos nas próximas linhas o que significa, em sua real essência, a afirmativa de que o Sacerdote, o Mago e o Médico são a mesma pessoa. Compreenderemos, pela visão da Tradição de Síntese, que as separações entre Filosofia, Ciência, Arte e Mística provém da fragmentação do conhecimento imposta pelas academias da Idade Média em diante, tendo seu apogeu com a consagração do paradigma cartesiano. Este, embora afirmando a existência do Sagrado, negava sua relação com a Ciência estabelecia uma separação nítida entre o Corpo, ou Matéria, e o Espírito, garantindo a supremacia política sobre os dois campos do conhecimento estabelecido, respectivamente, a Ciência florescente e a Igreja dogmaticamente estabelecida.

Palavras-chave: Mago, Médico, Religiões Afro-brasileiras, Sacerdote, Síntese.


Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.