quarta-feira, 8 de junho de 2011

Mais duas teólogas no Mestrado: Um novo pensar religioso na academia!

Aranauan, Saravá, Axé!

Possuo enorme orgulho espiritual em novamente evocar as palavras do meu Pai sobre as conquistas coletivas da Faculdade de Teologia Umbandista e, consequentemente, das Religiões Afro-brasileiras. Quem O acompanha no twitter (http://twitter.com/rivasneto) já deve estar sabendo da novidade que vamos replicar nas listas de discussão.

Duas teólogas formadas pela FTU avançaram mais um pouco na Academia. Yamaracyê e Aracyauara, filhas espirituais de Pai Rivas, foram aprovadas no processo seletivo da PUC-SP para o programa de Ciências da Religião, nível Mestrado. Isto é maravilhoso!

Mais do que teólogas, são antes de tudo adeptas das Religiões Afro-brasileiras que despertaram o interesse pela pesquisa acadêmica dentro do terreiro sob a orientação direta de Pai Rivas. Descobriram, inclusive antes de mim, como a ciência pode dialogar com a religião e ambas são concretizações do conhecimento humano que não precisam se distanciar da Espiritualidade. Pelo contrário, são meios ideais para veiculá-La.

Somando-se ao meu caso e de minha outra irmã Yacyrê, já somos quatro pesquisadores oriundos da FTU e do terreiro do Pai Rivas inseridos no meio acadêmico. Isto reforça o caráter coletivo da causa iniciada pelo nosso Pai, no sentido de como é possível transformar a sociedade pela educação e, neste caso, pela Teologia.

Yamaracyê e Aracyauara. Assim como falei com a Yacyrê, as convido para celebrarmos juntos no Rito de hoje. E deixa a Gira girar!


Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

terça-feira, 7 de junho de 2011

Discussões na ABHR - Pesquisando as Religiões Afro-brasileiras

Aranauan, Saravá, Axé!

Dando continuidade ao processo de divulgação das importantes inserções da comunidade do povo do santo na sociedade, por meio da academia, Pai Rivas comentou agora há pouco (via twitter – http://twitter.com/rivasneto) sobre nossa comunicação no XII Simpósio Nacional da ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões).

O trabalho apresentado inicia uma breve discussão sobre o método utilizado pela Academia para olhar as Religiões Afro-brasileiras. Utilizo três obras de referência para analisar a questão, respectivamente assinadas por Yvonne Maggie, Vagner Gonçalves da Silva e Pai Rivas que inaugura a escrita teológica nas Religiões Afro-brasileiras como campo de conhecimento constituído e dialógico. Portanto, possível de ser desenvolvido criticamente.

Só para ilustrar o exposto sobre a Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, cito a recente publicação no Blog Espiritualidade e Ciência: "Ritos Secretos da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras" disponível em – http://espiritualidadeciencia.wordpress.com. Nela é possível observar a seriedade e profundidade que a relação Ori/Bará é exposta, sem perder a simplicidade tão cara à nossa identidade. Mais do que comentar, gostaria de citar as palavras de nosso Pai Espiritual e que os irmãos percebam o respeito que este sacerdote possui pela diversidade rito-litúrgica:

"É desta interface Ori-Bará, do Bará como manifestação ou emanação do Ori que versará o vídeo apresentado nesta publicação. Apesar do pioneirismo em demonstrar a Iniciação alicerçada nos ritos de fundamento Ori/Bará, como sempre, não se pretendeu esgotar o assunto, aliás, só foi introduzido. Necessário dizer-se que o conceito é apresentado de forma generalista, e cada Religião Afro-Brasileira tem seus aspectos particulares, transmitidos e ritualizados segundo suas vivências e práticas tradicionais".

O conteúdo é maravilhoso, mas a ênfase da nossa comunicação da ABHR foi para o método desenvolvido pelo Pai Rivas. Uma forma inteligente e respeitosa com a alteridade. Aliás, quando leio o meu Pai nada mais vejo do que Ele é e sempre foi no terreiro como Sacerdote consumado, de fato e de direito, ou seja, Iniciado por outros Sacerdotes. Em suma, Pai Rivas expressa o que é.

Retomando, Ciência e Religião não precisam ser concorrentes entre si, pelo contrário, ambas ganham muito ao se permitirem o diálogo e aprendizagem recíproca. Foi isto que aprendi no que diz respeito a todas as formas de conhecimento com Pai Rivas na Iniciação que começou com muita satisfação no chão do terreiro e que hoje está em todos os solos que piso. Não só no templo, mas também na minha residência, no meu trabalho, na academia, enfim, na minha vida. 

Não me canso de agradecer e tentar retribuir minimamente tudo o que o Senhor me deu por meio de mais trabalho, trabalho e trabalho com felicidade aqui e agora, hoje e sempre. Axé Babá Mi.


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Uma sacerdotisa-teóloga discutindo na Academia! Outra vitória das Religiões Afro-brasileiras!

Aranauan, Saravá, Axé!

Acabo de ler as palavras do Pai Rivas no twitter – http://twitter.com/rivasneto e gostaria de repercuti-las nas listas de discussão que participamos.

Estivemos no XII Simpósio Nacional da ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões), em Juiz de Fora, na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). O evento foi do dia 31/05 a 03/06 de 2011. Este ano o XII Simpósio trouxe um tema muito importante: "Experiências e Interpretações do Sagrado: Interfaces entre Saberes Acadêmicos e Religiosos".

Para nossa alegria assistimos com atenção a comunicação da sacerdotisa e teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras Yamaracyê que escreveu em conjunto com a teóloga de mesma ênfase e mestranda da UFABC(Universidade Federal do ABC) Yacyrê. Ambas mulheres e crentes das Religiões Afro-brasileiras, atuantes no terreiro, filhas espirituais do Pai Rivas.

Isto nos enche de alegria. Sim, ficamos orgulhosos por serem nossas irmãs de santé. Mostra a força de uma raiz verdadeira. Recém-diplomadas pela FTU e, em menos de um ano, já estão publicando e comunicando em eventos de referência no nosso país. Mas o que nos deixa mais orgulhoso é que aprenderam no terreiro, com Pai Rivas, a valorizar as Religiões Afro-brasileiras como um todo. Não foram ao púlpito acadêmico para defender causa própria, ou melhor, foram sim. Foram defender causa própria, pois como teólogas formadas na FTU entendem as Religiões Afro-brasileiras como um todo a sua causa própria.

O tema que escolheram para discutir não poderia ser melhor: "A identidade das religiões afro-brasileiras". Falaram com todo rigor acadêmico, mas sem deixar de preencher este continente científico com conteúdo espiritual. Mostrou que temos um discurso forte, pois falamos o que vivenciamos no terreiro. As casas de iniciação das Religiões Afro-brasileiras são sérias, porque são casas de Verdades Espirituais. Não enganam, não praticam charlatanismo com pseudoiniciações. Em nossos ilês, terreiros, roças, choupanas conduzidos por sacerdotes ou sacerdotisas sérios nos conectamos realmente com o Sagrado.

Ao ouvir as palavras da Yamaracyê na ABHR, em pleno território acadêmico outrora tão preconceituso conosco, senti que a honra dos nossos Ancestrais avoengos e Ilustres foi resgatada. Falamos em pé de igualdade com todos os presentes e fortalecemos laços de amizade que hoje nos permite dialogarmos com respeito. A FTU por meio de seus teólogos e corpo docente vem cumprindo com a sua principal tarefa: dar voz e vez para as Religiões Afro-brasileiras nas questões espirituais, culturais, sociais, políticas e econômicas.

Não poderia deixar de encerrar este texto sem antes agradecer ao Pai Rivas pela persistência e convicção nesta proposta pacífica de paz que passa pela Educação, enfim, pela Teologia. Antes, ainda, agradeço pelo Sacerdote de mãos cheias que o Senhor é. Afinal uma boa raiz é (re)conhecida pelos frutos. O que colhi na ABHR certamente é de ótima qualidade. Uma teóloga, sacerdotisa iniciada pelo Pai Rivas que ao receber a palavra fez questão de fortalecer o nosso ethos como algo aberto, inclusivo e interdependente.

Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó!!!


Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto+vídeo "Ritos Secretos da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto+vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

Leia o resumo:

.

A Iniciação, nas várias Religiões Afro-Brasileiras, tem em comum apresentar ao neófito os "fundamentos" ou ensinamentos basilares, esotéricos que são vivenciados por intermédio de vários ritos de fundamento.

Dentre os rituais secretos ou seletos, afetos à Iniciação, estão o rito do Ori (bori) e o rito do Bará (destino, energias vitais).

O conceito de Ori é importantíssimo, mormente por relacionar-se com a consciência, inteligência, processos cognitivos e, principalmente espirituais (energias sutilíssimas e sutis) que só sacerdotes consumados sabem como fazer as devidas "amarrações" com as vibrações positivas do universo, com os Senhores Estruturantes do Universo – os Orixás e seus Ancestrais Ilustres.

O Bará, em sua delicada tessitura ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se ao elo de comunicação, a fala, a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu (equilíbrio biopsicossocial).

Palavras-chave: Ritos Secretos, Iniciação, Ori, Bará, Religiões Afro-brasileiras.


Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.






terça-feira, 31 de maio de 2011

Blog Espiritualidade e Ciência presta homenagem ao Prof. e Sacerdote José Flávio Pessoa de Barros

Aranauan, Saravá, Axé,

Pai Rivas acaba de publicar palavras que tocam fundo a nossa alma sobre o querido professor e sacerdote José Flávio Pessoa de Barros. 


Nada de morte, só vida!


Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto "A existência na visão das Religiões Afro-brasileiras: Axé – princípio propulsor e mantenedor de equilibrio"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":

A existência na visão das Religiões Afro-brasileiras

AXÉ – PRINCÍPIO PROPULSOR E MANTENEDOR DE EQUILIBRIO

 

Leia o Resumo:

O conceito simplificado colocado à discussão é corrente na maioria das religiões afro-brasileiras, principalmente na Umbanda Traçada, Candomblé de Caboclo, e outros cultos deles derivados.

Acredita-se que a Essência só se manifesta, tem existência efetiva, quando em contato com a Substância. Portanto, a Substância (matéria/energia) permite a Existência da Essência (Espírito).

Prosseguindo o conceito, afirma-se que o corpo (Substância) só é vivo quando respira, tem vida, ou seja, o corpo (Ará) manifesta a alma, o sopro vital (Emi). Disto conclui-se que corpo e alma são princípios de realidades diferentes. Sim, a alma (Emi) se faz presente no mundo físico (aye), sendo sua origem, todavia, no orun (mundo sobrenatural).

Palavras-chave: Axé, Ayê, Existência, Orun, Religiões Afro-brasileiras


Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.




sábado, 28 de maio de 2011

Fwd: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...Parte II

Aranauan, Saravá, Axé,

Yacyrê. Ontem celebramos juntamente com nossos irmãos espirituais, assistência e, principalmente, nosso Pai e Ancestrais Ilustres mais uma vitória.

Permita-me divulgar suas palavras nas outras listas.

Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas) 

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: yacyre yacyre <yacyre.yacyre@gmail.com>
Data: 28 de maio de 2011 14:30
Assunto: Re: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...Parte II
Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br


Aranauan, axé!

Agradeço novamente as palavras do Yabauara que percorreu esse caminho
no mestrado e agora aprofunda-se em seu doutorado. Esses processos, de
fato, só existem pela nossa sólida formação. Realmente essa segunda
conquista foi igualmente importante para mim!
Ontem tivemos o rito de exu na FTU, em que fiz questão de estar
presente apenas para agradecer pessoalmente ao Sr. Exu Capa Preta e
também ao Sr. Exu Marabô que já haviam me encaminhado nessa direção
pedindo apenas que eu tivesse paciência que no momento exato colheria
o que me era de direito e dever.
Radiante de alegria agradeci aos dois e também pela benção de estar
numa legítima casa de iniciação tendo como entidade responsável
Caboclo Sr. Urubatão da Guia e seu médium, Pai Rivas (Mestre
Arhapiagha).
Meus pedidos sempre renovados de bençãos ao mundo espiritual superior
e também meu profundo MO-JU-BA Sr. Capa Preta. Laroyê!

Yacyrê.
Em 27/05/11, Yabauara<yabauara@gmail.com> escreveu:
> Aranauan, Saravá, Axé!
>
> Meus irmãos. Não obstante ao resultado significativo alcançado pela teóloga
> Yacyrê na academia, marcando a história como a primeira pós-graduada strico
> senso oriunda da Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras,
> acabamos de ler no twitter do Pai Rivas (http://twitter.com/rivasneto) outra
> notícia igualmente importante!
>
> Nossa irmã de *santé*, além de ser mestranda da UFABC agora também é
> professora-pesquisadora. Ela foi aprovada em processo seletivo interno e
> está avançando na vida acadêmica com maestria!!!
>
> Não poderia deixar de encerrar esta notícia sem ratificar o que discutimos
> ontem e a própria Yacyrê comentou. Esta formação acadêmica é oriunda da
> formação espiritual com Pai Rivas por mais de uma década. É uma pesquisa
> acadêmica de ponta que não nega a espiritualidade, pelo contrário, a partir
> dela se desenvolve.
>
> Mana, não me canso de parabenizá-la. Juntos estamos sustentando para a
> sociedade que nossa força é coletiva e vem do terreiro conduzido por um
> Mestre de mãos cheias.
>
> E deixa a Gira girar!
>
> Aranauan, Saravá, Axé,
> Yabauara (João Luiz Carneiro)
> Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
>
>
> Em 27 de maio de 2011 12:03, Yabauara <yabauara@gmail.com> escreveu:
>
>> Aranauan, Saravá, Axé!
>>
>>  Gostaria de encaminhar as palavras da minha irmã Yacyrê sobre o trabalho
>> desenvolvido por ela e os agradecimentos que externa ao seu Pai
>> Espiritual,
>> demonstrando de forma inequívoca o que é ser filho de Orixá.
>>
>> Mais uma vez, Yacyrê, parabéns. Você, sem se esconder, vive o estilo de
>> vida do povo do santo.
>>
>> Aranauan, Saravá, Axé,
>>
>> Yabauara (João Luiz Carneiro)
>> Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
>>
>>
>> ---------- Mensagem encaminhada ----------
>> De: yacyre yacyre <yacyre.yacyre@gmail.com>
>> Data: 26 de maio de 2011 23:41
>> Assunto: Re: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões
>> Afro-brasileiras
>> que marcou história...
>> Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br
>>
>>
>>
>> Aranauan, saravá e axé.
>>
>> Agradeço as palavras de meu irmão Yabauara que acompanhou passo a
>> passo do meu ingresso no Programa de Mestrado em Ciências Humanas e
>> Sociais da UFABC. Obrigada pelos momentos de discussão que travamos,
>> sempre muito enriquecedores.
>>
>> Porém permita-me deixar registrados agradecimentos maiores, em função
>> de sua vital importância para que eu tivesse essa conquista. Falo
>> especificamente de minha formação espiritual, como discípula há 15
>> anos de Pai Rivas (Mestre Arhapiagha) na Ordem Iniciática do Cruzeiro
>> Divino. Com os ensinamentos vivenciados (não retóricos) de meu Mestre
>> adentrei em perspectivas muito maiores quanto à iniciação que se
>> refletem em nossa prática diária e que não se encerram nunca, aliás,
>> estamos apenas no início de uma longa jornada, a qual compartilho com
>> muitos outros irmãos de santé, mais de 500 espalhados pelo Brasil.
>> Agradeço ao meu Mestre por isso. Mas não só por isso.
>> A Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino me fez encontrar a FTU -
>> Faculdade de Teologia Umbandista - instituição essa que, embora
>> legitimada pelo Ministério da Educação e Cultura e reconhecida
>> amplamente pelo meio acadêmico brasileiro e internacional, ainda não
>> foi bem compreendida pelos próprios adeptos das religiões
>> afro-brasileiras. Sabemos que esse é um caminho longo a ser trilhado,
>> mas pontuo também que muitas das dificuldades se fazem em função do
>> nosso próprio universo religioso que se constitui originalmente pelas
>> bases da diversidade mas não aplicada na prática.
>>
>> Voltando ao intento da minha mensagem, reitero meus agradecimentos
>> pela minha formação espiritual (da qual me sinto muito honrada e
>> espero retribuir a ela) mas também de minha formação acadêmica, tendo
>> como referencial meu bacharelado em Teologia com ênfase nas Religiões
>> Afro-brasileiras na FTU. Meu percurso espiritual atrelado ao caminho
>> acadêmico proporcionado pela FTU possibilitaram o ingresso no
>> mestrado. Meu projeto trata exatamente dessa aproximação e gostaria de
>> comentar que os examinadores da banca no momento da entrevista ficaram
>> exultantes com a proposta e citaram a maturidade e inovação da mesma.
>> Deixei claro que não era uma construção minha, mas uma ideia da FTU
>> que se concretizou pelos ensinamentos e experiências de seu fundador e
>> mestre raiz da OICD, Pai Rivas.
>>
>> Enfim, ao Mestre meus pedidos de bençãos.
>>
>> E aos meus irmãos umbandistas, do Culto de Nação, Candomblé de
>> Caboclo, Jurema, Toré, Xambá e muitas outras modalidades das religiões
>> afro-brasileiras, nós possuimos há muito tempo  tradição, mas ela
>> precisa ser expandida para além de nossos templos, terreiros,
>> choupanas, roças, a Tradição precisa ir para o mundo, ser ouvida e
>> respeitada. Isso não significa de maneira alguma levar fundamentos e
>> erós, mas dar visibilidade e permitir que cada vez mais as Religiões
>> Afro-Brasileiras estejam em patamar de igualdade com as demais e
>> mostrem sua contribuição à sociedade.
>>
>> Axé,
>> Yacyrê.
>>
>> Em 25/05/11, Yabauara<yabauara@gmail.com> escreveu:
>> > Aranauan, Saravá, Axé!
>> >
>> > Meus irmãos planetários. Com grande felicidade divulgo as palavras do
>> > Pai
>> > Rivas registradas em seu twitter – http://twitter.com/rivasneto. Na
>> > oportunidade em questão, foi comentada a entrada da sua filha espiritual
>> > Yacyrê – teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras e professora
>> da
>> > FTU –  no programa de Mestrado em Ciências Humanas e Sociais da UFABC
>> > (Universidade Federal do ABC).
>> >
>> > Gostaria de destacar alguns pontos simbólicos desta conquista individual
>> da
>> > Yacyrê, porém que também é coletiva e espiritual na justa medida em que
>> > insere ainda mais o povo no santo nos pólos de discussão na esfera
>> pública
>> > por excelência, ou seja, as universidades públicas.
>> >
>> > Primeiro que a nossa irmã de *santé* vem e é do terreiro. Conquistou
>> > predicados importantes para adentrar o mundo acadêmico graças aos
>> > ensinamentos de seu Pai Espiritual, seu Mestre que sempre a estimulou
>> > por
>> > meios éticos e verdadeiros. Dentro do terreiro Pai Rivas despertou o
>> > interesse dela em aprofundar sua iniciação na academia como outra forma
>> de
>> > concretização do Sagrado e não algo estranho ao mesmo.
>> >
>> > Aqui entra o segundo ponto. Por meio deste estímulo anteriormente citado
>> e
>> > em sendo umbandista ou adepta das Religiões Afro-brasileiras, como
>> queiram,
>> > entrou na primeira Faculdade de Teologia Umbandista do mundo que oferece
>> um
>> > curso de bacharelado de Teologia com ênfase nas Religiões
>> Afro-brasileiras.
>> > No final do ano passado conquistou o diploma da FTU e compôs a primeira
>> > turma de teólogos das Religiões Afro-brasileiras da história, sendo o
>> mesmo
>> > diploma emitido pela FTU e chancelado pelo MEC.
>> >
>> > Marcado por uma religião cívica que é o Cristianismo, suas dificuldades
>> não
>> > foram poucas.  Como as denominações cristãs utilizam a teologia como
>> parte
>> > da formação sacerdotal e estes na igreja católica são todos homens e em
>> > outros setores são a maioria, ela, ao lado de outras aguerridas
>> > trabalhadoras da nossa religião, também marcou história por ser teólogA.
>> >
>> > O último ponto é o curso que a Yacyrê entrou. Um curso multidisciplinar
>> em
>> > uma instituição de referência no país que é a Federal do ABC. Sua
>> formação
>> > acadêmica, tenho certeza, permitirá discutir questões humanas, portanto
>> > sociais, em níveis diferentes e mais profundos do habitual quando
>> contempla
>> > a visão também desde dentro da Religião. De igual maneira, as
>> contribuições
>> > que receberá dos nobres professores e discentes de lá serão
>> importantíssimas
>> > para, em contínua mudança, aprimorarmos o conteúdo oferecido aos alunos
>> da
>> > FTU.
>> >
>> > Finalizando, sem o intuito de encerrar o assunto, Yacyrê: você provou o
>> > porquê de não sermos cultura de periferia. Não saímos do terreiro de
>> nosso
>> > Pai para entrar na Academia. Muito pelo contrário, foi por meio das
>> > orientações Dele, por causa da nossa Tradição Oral e da nossa Raiz que
>> > nósconseguimos estar hoje pesquisando em instituições de alto nível
>> > acadêmico. Mas permita dizer que você foi além, pois entrou num curso de
>> > pós-graduação *stricto senso *portando um diploma confessional das
>> Religiões
>> > Afro-brasileiras.
>> >
>> > Você não escondeu sua condição, você "escancarou" que seu estilo de vida
>> é o
>> > das Religiões Afro-brasileiras. Minha irmã, talvez nós não tenhamos a
>> exata
>> > noção da importância desta conquista. Contudo, afirmo com convicção:
>> > como
>> > discípula do Pai Rivas, como adepta das Religiões Afro-brasileiras e
>> > acadêmica formada em Teologia destas mesmas Religiões Afro-brasileiras,
>> este
>> > feito é histórico.
>> > Honrado em ser filho do Pai Rivas e, consequentemente, seu mano de
>> *santé*.
>> > Orgulhoso por ser adepto das Religiões Afro-brasileiras. Sinceramente,
>> sinto
>> > a sua vitória como minha também. Afinal, aprendemos com o nosso mais
>> Velho,
>> > com nosso Mestre que não somos pela concorrência. Nossa ética é a
>> > interdependência. Não é mesmo?
>> > Vamos celebrar esta vitória durante o rito de Caboclo na FTU?
>> >
>> > Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó
>> >
>> >
>> > Aranauan, Saravá Fraternal,
>> > Yabauara (João Luiz Carneiro)
>> > Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
>> >
>>
>>
>> ------------------------------------
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>> Umbanda: Uma forma inteligente e espiritualizada de se bem viver
>> por Pai Rivas
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...Parte II

Aranauan, Saravá, Axé!

Meus irmãos. Não obstante ao resultado significativo alcançado pela teóloga Yacyrê na academia, marcando a história como a primeira pós-graduada strico senso oriunda da Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, acabamos de ler no twitter do Pai Rivas (http://twitter.com/rivasnetooutra notícia igualmente importante! 

Nossa irmã de santé, além de ser mestranda da UFABC agora também é professora-pesquisadora. Ela foi aprovada em processo seletivo interno e está avançando na vida acadêmica com maestria!!!

Não poderia deixar de encerrar esta notícia sem ratificar o que discutimos ontem e a própria Yacyrê comentou. Esta formação acadêmica é oriunda da formação espiritual com Pai Rivas por mais de uma década. É uma pesquisa acadêmica de ponta que não nega a espiritualidade, pelo contrário, a partir dela se desenvolve.

Mana, não me canso de parabenizá-la. Juntos estamos sustentando para a sociedade que nossa força é coletiva e vem do terreiro conduzido por um Mestre de mãos cheias. 

E deixa a Gira girar!

Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


Em 27 de maio de 2011 12:03, Yabauara <yabauara@gmail.com> escreveu:
Aranauan, Saravá, Axé!

Gostaria de encaminhar as palavras da minha irmã Yacyrê sobre o trabalho desenvolvido por ela e os agradecimentos que externa ao seu Pai Espiritual, demonstrando de forma inequívoca o que é ser filho de Orixá.

Mais uma vez, Yacyrê, parabéns. Você, sem se esconder, vive o estilo de vida do povo do santo.

Aranauan, Saravá, Axé,

Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: yacyre yacyre <yacyre.yacyre@gmail.com>
Data: 26 de maio de 2011 23:41
Assunto: Re: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...
Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br



Aranauan, saravá e axé.

Agradeço as palavras de meu irmão Yabauara que acompanhou passo a
passo do meu ingresso no Programa de Mestrado em Ciências Humanas e
Sociais da UFABC. Obrigada pelos momentos de discussão que travamos,
sempre muito enriquecedores.

Porém permita-me deixar registrados agradecimentos maiores, em função
de sua vital importância para que eu tivesse essa conquista. Falo
especificamente de minha formação espiritual, como discípula há 15
anos de Pai Rivas (Mestre Arhapiagha) na Ordem Iniciática do Cruzeiro
Divino. Com os ensinamentos vivenciados (não retóricos) de meu Mestre
adentrei em perspectivas muito maiores quanto à iniciação que se
refletem em nossa prática diária e que não se encerram nunca, aliás,
estamos apenas no início de uma longa jornada, a qual compartilho com
muitos outros irmãos de santé, mais de 500 espalhados pelo Brasil.
Agradeço ao meu Mestre por isso. Mas não só por isso.
A Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino me fez encontrar a FTU -
Faculdade de Teologia Umbandista - instituição essa que, embora
legitimada pelo Ministério da Educação e Cultura e reconhecida
amplamente pelo meio acadêmico brasileiro e internacional, ainda não
foi bem compreendida pelos próprios adeptos das religiões
afro-brasileiras. Sabemos que esse é um caminho longo a ser trilhado,
mas pontuo também que muitas das dificuldades se fazem em função do
nosso próprio universo religioso que se constitui originalmente pelas
bases da diversidade mas não aplicada na prática.

Voltando ao intento da minha mensagem, reitero meus agradecimentos
pela minha formação espiritual (da qual me sinto muito honrada e
espero retribuir a ela) mas também de minha formação acadêmica, tendo
como referencial meu bacharelado em Teologia com ênfase nas Religiões
Afro-brasileiras na FTU. Meu percurso espiritual atrelado ao caminho
acadêmico proporcionado pela FTU possibilitaram o ingresso no
mestrado. Meu projeto trata exatamente dessa aproximação e gostaria de
comentar que os examinadores da banca no momento da entrevista ficaram
exultantes com a proposta e citaram a maturidade e inovação da mesma.
Deixei claro que não era uma construção minha, mas uma ideia da FTU
que se concretizou pelos ensinamentos e experiências de seu fundador e
mestre raiz da OICD, Pai Rivas.

Enfim, ao Mestre meus pedidos de bençãos.

E aos meus irmãos umbandistas, do Culto de Nação, Candomblé de
Caboclo, Jurema, Toré, Xambá e muitas outras modalidades das religiões
afro-brasileiras, nós possuimos há muito tempo  tradição, mas ela
precisa ser expandida para além de nossos templos, terreiros,
choupanas, roças, a Tradição precisa ir para o mundo, ser ouvida e
respeitada. Isso não significa de maneira alguma levar fundamentos e
erós, mas dar visibilidade e permitir que cada vez mais as Religiões
Afro-Brasileiras estejam em patamar de igualdade com as demais e
mostrem sua contribuição à sociedade.

Axé,
Yacyrê.

Em 25/05/11, Yabauara<yabauara@gmail.com> escreveu:
> Aranauan, Saravá, Axé!
>
> Meus irmãos planetários. Com grande felicidade divulgo as palavras do Pai
> Rivas registradas em seu twitter – http://twitter.com/rivasneto. Na
> oportunidade em questão, foi comentada a entrada da sua filha espiritual
> Yacyrê – teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras e professora da
> FTU –  no programa de Mestrado em Ciências Humanas e Sociais da UFABC
> (Universidade Federal do ABC).
>
> Gostaria de destacar alguns pontos simbólicos desta conquista individual da
> Yacyrê, porém que também é coletiva e espiritual na justa medida em que
> insere ainda mais o povo no santo nos pólos de discussão na esfera pública
> por excelência, ou seja, as universidades públicas.
>
> Primeiro que a nossa irmã de *santé* vem e é do terreiro. Conquistou
> predicados importantes para adentrar o mundo acadêmico graças aos
> ensinamentos de seu Pai Espiritual, seu Mestre que sempre a estimulou por
> meios éticos e verdadeiros. Dentro do terreiro Pai Rivas despertou o
> interesse dela em aprofundar sua iniciação na academia como outra forma de
> concretização do Sagrado e não algo estranho ao mesmo.
>
> Aqui entra o segundo ponto. Por meio deste estímulo anteriormente citado e
> em sendo umbandista ou adepta das Religiões Afro-brasileiras, como queiram,
> entrou na primeira Faculdade de Teologia Umbandista do mundo que oferece um
> curso de bacharelado de Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras.
> No final do ano passado conquistou o diploma da FTU e compôs a primeira
> turma de teólogos das Religiões Afro-brasileiras da história, sendo o mesmo
> diploma emitido pela FTU e chancelado pelo MEC.
>
> Marcado por uma religião cívica que é o Cristianismo, suas dificuldades não
> foram poucas.  Como as denominações cristãs utilizam a teologia como parte
> da formação sacerdotal e estes na igreja católica são todos homens e em
> outros setores são a maioria, ela, ao lado de outras aguerridas
> trabalhadoras da nossa religião, também marcou história por ser teólogA.
>
> O último ponto é o curso que a Yacyrê entrou. Um curso multidisciplinar em
> uma instituição de referência no país que é a Federal do ABC. Sua formação
> acadêmica, tenho certeza, permitirá discutir questões humanas, portanto
> sociais, em níveis diferentes e mais profundos do habitual quando contempla
> a visão também desde dentro da Religião. De igual maneira, as contribuições
> que receberá dos nobres professores e discentes de lá serão importantíssimas
> para, em contínua mudança, aprimorarmos o conteúdo oferecido aos alunos da
> FTU.
>
> Finalizando, sem o intuito de encerrar o assunto, Yacyrê: você provou o
> porquê de não sermos cultura de periferia. Não saímos do terreiro de nosso
> Pai para entrar na Academia. Muito pelo contrário, foi por meio das
> orientações Dele, por causa da nossa Tradição Oral e da nossa Raiz que
> nósconseguimos estar hoje pesquisando em instituições de alto nível
> acadêmico. Mas permita dizer que você foi além, pois entrou num curso de
> pós-graduação *stricto senso *portando um diploma confessional das Religiões
> Afro-brasileiras.
>
> Você não escondeu sua condição, você "escancarou" que seu estilo de vida é o
> das Religiões Afro-brasileiras. Minha irmã, talvez nós não tenhamos a exata
> noção da importância desta conquista. Contudo, afirmo com convicção: como
> discípula do Pai Rivas, como adepta das Religiões Afro-brasileiras e
> acadêmica formada em Teologia destas mesmas Religiões Afro-brasileiras, este
> feito é histórico.
> Honrado em ser filho do Pai Rivas e, consequentemente, seu mano de *santé*.
> Orgulhoso por ser adepto das Religiões Afro-brasileiras. Sinceramente, sinto
> a sua vitória como minha também. Afinal, aprendemos com o nosso mais Velho,
> com nosso Mestre que não somos pela concorrência. Nossa ética é a
> interdependência. Não é mesmo?
> Vamos celebrar esta vitória durante o rito de Caboclo na FTU?
>
> Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó
>
>
> Aranauan, Saravá Fraternal,
> Yabauara (João Luiz Carneiro)
> Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
>


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por Pai Rivas
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Fwd: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...

Aranauan, Saravá, Axé!

Gostaria de encaminhar as palavras da minha irmã Yacyrê sobre o trabalho desenvolvido por ela e os agradecimentos que externa ao seu Pai Espiritual, demonstrando de forma inequívoca o que é ser filho de Orixá.

Mais uma vez, Yacyrê, parabéns. Você, sem se esconder, vive o estilo de vida do povo do santo.

Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: yacyre yacyre <yacyre.yacyre@gmail.com>
Data: 26 de maio de 2011 23:41
Assunto: Re: [apometria_umbanda] Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...
Para: apometria_umbanda@yahoogrupos.com.br


Aranauan, saravá e axé.

Agradeço as palavras de meu irmão Yabauara que acompanhou passo a
passo do meu ingresso no Programa de Mestrado em Ciências Humanas e
Sociais da UFABC. Obrigada pelos momentos de discussão que travamos,
sempre muito enriquecedores.

Porém permita-me deixar registrados agradecimentos maiores, em função
de sua vital importância para que eu tivesse essa conquista. Falo
especificamente de minha formação espiritual, como discípula há 15
anos de Pai Rivas (Mestre Arhapiagha) na Ordem Iniciática do Cruzeiro
Divino. Com os ensinamentos vivenciados (não retóricos) de meu Mestre
adentrei em perspectivas muito maiores quanto à iniciação que se
refletem em nossa prática diária e que não se encerram nunca, aliás,
estamos apenas no início de uma longa jornada, a qual compartilho com
muitos outros irmãos de santé, mais de 500 espalhados pelo Brasil.
Agradeço ao meu Mestre por isso. Mas não só por isso.
A Ordem Iniciática do Cruzeiro Divino me fez encontrar a FTU -
Faculdade de Teologia Umbandista - instituição essa que, embora
legitimada pelo Ministério da Educação e Cultura e reconhecida
amplamente pelo meio acadêmico brasileiro e internacional, ainda não
foi bem compreendida pelos próprios adeptos das religiões
afro-brasileiras. Sabemos que esse é um caminho longo a ser trilhado,
mas pontuo também que muitas das dificuldades se fazem em função do
nosso próprio universo religioso que se constitui originalmente pelas
bases da diversidade mas não aplicada na prática.

Voltando ao intento da minha mensagem, reitero meus agradecimentos
pela minha formação espiritual (da qual me sinto muito honrada e
espero retribuir a ela) mas também de minha formação acadêmica, tendo
como referencial meu bacharelado em Teologia com ênfase nas Religiões
Afro-brasileiras na FTU. Meu percurso espiritual atrelado ao caminho
acadêmico proporcionado pela FTU possibilitaram o ingresso no
mestrado. Meu projeto trata exatamente dessa aproximação e gostaria de
comentar que os examinadores da banca no momento da entrevista ficaram
exultantes com a proposta e citaram a maturidade e inovação da mesma.
Deixei claro que não era uma construção minha, mas uma ideia da FTU
que se concretizou pelos ensinamentos e experiências de seu fundador e
mestre raiz da OICD, Pai Rivas.

Enfim, ao Mestre meus pedidos de bençãos.

E aos meus irmãos umbandistas, do Culto de Nação, Candomblé de
Caboclo, Jurema, Toré, Xambá e muitas outras modalidades das religiões
afro-brasileiras, nós possuimos há muito tempo  tradição, mas ela
precisa ser expandida para além de nossos templos, terreiros,
choupanas, roças, a Tradição precisa ir para o mundo, ser ouvida e
respeitada. Isso não significa de maneira alguma levar fundamentos e
erós, mas dar visibilidade e permitir que cada vez mais as Religiões
Afro-Brasileiras estejam em patamar de igualdade com as demais e
mostrem sua contribuição à sociedade.

Axé,
Yacyrê.

Em 25/05/11, Yabauara<yabauara@gmail.com> escreveu:
> Aranauan, Saravá, Axé!
>
> Meus irmãos planetários. Com grande felicidade divulgo as palavras do Pai
> Rivas registradas em seu twitter – http://twitter.com/rivasneto. Na
> oportunidade em questão, foi comentada a entrada da sua filha espiritual
> Yacyrê – teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras e professora da
> FTU –  no programa de Mestrado em Ciências Humanas e Sociais da UFABC
> (Universidade Federal do ABC).
>
> Gostaria de destacar alguns pontos simbólicos desta conquista individual da
> Yacyrê, porém que também é coletiva e espiritual na justa medida em que
> insere ainda mais o povo no santo nos pólos de discussão na esfera pública
> por excelência, ou seja, as universidades públicas.
>
> Primeiro que a nossa irmã de *santé* vem e é do terreiro. Conquistou
> predicados importantes para adentrar o mundo acadêmico graças aos
> ensinamentos de seu Pai Espiritual, seu Mestre que sempre a estimulou por
> meios éticos e verdadeiros. Dentro do terreiro Pai Rivas despertou o
> interesse dela em aprofundar sua iniciação na academia como outra forma de
> concretização do Sagrado e não algo estranho ao mesmo.
>
> Aqui entra o segundo ponto. Por meio deste estímulo anteriormente citado e
> em sendo umbandista ou adepta das Religiões Afro-brasileiras, como queiram,
> entrou na primeira Faculdade de Teologia Umbandista do mundo que oferece um
> curso de bacharelado de Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras.
> No final do ano passado conquistou o diploma da FTU e compôs a primeira
> turma de teólogos das Religiões Afro-brasileiras da história, sendo o mesmo
> diploma emitido pela FTU e chancelado pelo MEC.
>
> Marcado por uma religião cívica que é o Cristianismo, suas dificuldades não
> foram poucas.  Como as denominações cristãs utilizam a teologia como parte
> da formação sacerdotal e estes na igreja católica são todos homens e em
> outros setores são a maioria, ela, ao lado de outras aguerridas
> trabalhadoras da nossa religião, também marcou história por ser teólogA.
>
> O último ponto é o curso que a Yacyrê entrou. Um curso multidisciplinar em
> uma instituição de referência no país que é a Federal do ABC. Sua formação
> acadêmica, tenho certeza, permitirá discutir questões humanas, portanto
> sociais, em níveis diferentes e mais profundos do habitual quando contempla
> a visão também desde dentro da Religião. De igual maneira, as contribuições
> que receberá dos nobres professores e discentes de lá serão importantíssimas
> para, em contínua mudança, aprimorarmos o conteúdo oferecido aos alunos da
> FTU.
>
> Finalizando, sem o intuito de encerrar o assunto, Yacyrê: você provou o
> porquê de não sermos cultura de periferia. Não saímos do terreiro de nosso
> Pai para entrar na Academia. Muito pelo contrário, foi por meio das
> orientações Dele, por causa da nossa Tradição Oral e da nossa Raiz que
> nósconseguimos estar hoje pesquisando em instituições de alto nível
> acadêmico. Mas permita dizer que você foi além, pois entrou num curso de
> pós-graduação *stricto senso *portando um diploma confessional das Religiões
> Afro-brasileiras.
>
> Você não escondeu sua condição, você "escancarou" que seu estilo de vida é o
> das Religiões Afro-brasileiras. Minha irmã, talvez nós não tenhamos a exata
> noção da importância desta conquista. Contudo, afirmo com convicção: como
> discípula do Pai Rivas, como adepta das Religiões Afro-brasileiras e
> acadêmica formada em Teologia destas mesmas Religiões Afro-brasileiras, este
> feito é histórico.
> Honrado em ser filho do Pai Rivas e, consequentemente, seu mano de *santé*.
> Orgulhoso por ser adepto das Religiões Afro-brasileiras. Sinceramente, sinto
> a sua vitória como minha também. Afinal, aprendemos com o nosso mais Velho,
> com nosso Mestre que não somos pela concorrência. Nossa ética é a
> interdependência. Não é mesmo?
> Vamos celebrar esta vitória durante o rito de Caboclo na FTU?
>
> Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó
>
>
> Aranauan, Saravá Fraternal,
> Yabauara (João Luiz Carneiro)
> Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
>


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Umbanda: Uma forma inteligente e espiritualizada de se bem viver
por Pai Rivas
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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Do Transe ao Estado de Erê...

Aranauan, Saravá, Axé!

Hoje o Blog Espiritualidade e Ciência – http://espiritualidadeciencia.wordpress.com – apresenta o texto com fotos "Candomblé de Caboclo aproximando as Religiões Afro-brasileiras: Dialogando com o Orixá". Esta publicação foi precedida por outras duas igualmente importantes. Na segunda-feira entrou o texto + vídeo "Culto aos Encantados nas Religiões Afro-brasileiras " . E na semana passada foi ao ar o vídeo "O  Poder das Ervas nas Religiões Afro-Brasileiras ". São publicações que trabalham vários ângulos das Religiões Afro-brasileiras, ou seja, uma ideia que se manifesta por meio de diversas linguagens, como vaticina Pai Rivas.

Observando com atenção esta publicação sobre o Candomblé de Caboclo, o autor apresenta no blog mais uma destas importantes linguagens que são métodos de acessar a Espiritualidade. Aliás, é realizada uma verdadeira defesa da nossa Tradição quando Pai Rivas afirma: "A Tradição Oral nas religiões afro-brasileiras, não é falta de tecnologia, habilidade ou competência, mas o método escolhido. Não se pode estigmatizar determinada religião por ela ser de Tradição Oral, ao contrário, favorecê-la, pois está sempre se ressignificando, propiciando novas leituras que impedem o inconcebível fundamentalismo e a codificação ou engessamento doutrinário-ritualístico".

Pai Rivas também introduz outro conceito importante. Esta linguagem religiosa funciona como meio atraumático de aproximação do culto do Orixá e do Ancestral Ilustre. Atraumático, porque é natural. Sem invencionices, sem métodos mirabolantes que só afundam a sociedade em novas ilusões. Pelo contrário, o Candomblé de Caboclo e as Religiões Afro-brasileiras são espaços onde as verdades espirituais são manifestas. Simples. Uma boa árvore só pode dar bons frutos. Observem as construções dentro da nossa religião e rapidamente poderemos associar o que nos beneficia coletivamente como bem comum sem privilégios e o que faz o oposto...

Continuando esta forma coerente de argumentação proporcionada pelo autor, são evocados Orixás, Voduns, Inkices, Caboclos, Gentis (europeus "umbandizados") para exaltar o respeito à alteridade e ao diálogo. De forma aporética apresenta um álbum de fotos manifestando isto: Pai Rivas virado no Ogiyan (também conhecido como Oxaguiã) dentro do roncó fazendo uso dos ojás e atacã.

Mas como diálogo? Orixá não fala! Alguns poderiam questionar.

São diálogos entre espíritos que só podem ser expressos no plano físico por meio do silêncio, ou melhor, por meio dos cânticos sagrados, dos orikis. Ao final do transe, Pai Rivas em genuíno estado de erê é recebido por seu filho espiritual Tata Macaia e neste encontro verdadeiro de Mestre e Discípulo, a Tradição se renova.

Somos oriundos de uma cosmovisão que compreendo o Sagrado como algo vivo e, logo, nossa Tradição está sempre em amplo processo dinâmico de ressignificação, como bem colocou Pai Rivas. Os conceitos esposados e o acervo fotográfico são claros. Só podem ser manifestos por quem é verdadeiramente do santo. Mais do que isto, por quem foi iniciado no terreiro, passou pelas mãos de um outro pai espiritual que passou pelo mesmo processo em uma espiral iniciática que vem de eras primevas. Aliás, esta é uma das funções simbólicas do estado de erê. Rememorar a origem do Homem.

Pai Rivas foi iniciado nestas várias Escolas das Religiões Afro-brasileiras e justamente por este motivo consegue de forma inovadora realizar cada vez mais uma aproximação entre todos estes métodos de (re)encontro do Sagrado respeitando suas características específicas e valorizando os pontos comuns concomitantemente. Como cientista que veio do terreiro pelas mãos de Pai Rivas, contemplo-O convicto por presenciar o trabalho realizada diuturnamente para dar voz e vez para todas as Escolas das Religiões Afro-brasileiras. Ontem, hoje e sempre neste contínuo presente: Axé Babá Mi!


Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)

Fwd: Blog "Espiritualidade e Ciência" publica texto+fotos "Candomblé de Caboclo aproximando as Religiões Afro-brasileiras"

Aranauan, Saravá, Motumbá, Kolofé, Mucuiú, Salve, Axé!


É com grande alegria que divulgamos texto+vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":
 

Leia um trecho:


Depois de postado texto e vídeo sobre o fundamento dos "Encantados" em suas várias manifestações, faz-se necessário algumas considerações.

As religiões afro-brasileiras se manifestam de formas diferentes nas diversas regiões brasileiras; todas com fator comum, Tradição oral.

A Tradição Oral nas religiões afro-brasileiras, não é falta de tecnologia, habilidade ou competência, mas o método escolhido.

Não se pode estigmatizar determinada religião por ela ser de Tradição Oral, ao contrário, favorecê-la, pois está sempre se ressignificando, propiciando novas leituras que impedem o inconcebível fundamentalismo e a codificação ou engessamento doutrinário-ritualístico.

Continua em: http://espiritualidadeciencia.wordpress.com


As publicações do blog têm como proposta fomentar a terapia do diálogo ou diálogo como terapia.







quarta-feira, 25 de maio de 2011

Uma vitória das Religiões Afro-brasileiras que marcou história...

Aranauan, Saravá, Axé!

Meus irmãos planetários. Com grande felicidade divulgo as palavras do Pai Rivas registradas em seu twitter – http://twitter.com/rivasneto. Na oportunidade em questão, foi comentada a entrada da sua filha espiritual Yacyrê – teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras e professora da FTU –  no programa de Mestrado em Ciências Humanas e Sociais da UFABC (Universidade Federal do ABC).

Gostaria de destacar alguns pontos simbólicos desta conquista individual da Yacyrê, porém que também é coletiva e espiritual na justa medida em que insere ainda mais o povo no santo nos pólos de discussão na esfera pública por excelência, ou seja, as universidades públicas.

Primeiro que a nossa irmã de santé vem e é do terreiro. Conquistou predicados importantes para adentrar o mundo acadêmico graças aos ensinamentos de seu Pai Espiritual, seu Mestre que sempre a estimulou por meios éticos e verdadeiros. Dentro do terreiro Pai Rivas despertou o interesse dela em aprofundar sua iniciação na academia como outra forma de concretização do Sagrado e não algo estranho ao mesmo.

Aqui entra o segundo ponto. Por meio deste estímulo anteriormente citado e em sendo umbandista ou adepta das Religiões Afro-brasileiras, como queiram, entrou na primeira Faculdade de Teologia Umbandista do mundo que oferece um curso de bacharelado de Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras. No final do ano passado conquistou o diploma da FTU e compôs a primeira turma de teólogos das Religiões Afro-brasileiras da história, sendo o mesmo diploma emitido pela FTU e chancelado pelo MEC.

Marcado por uma religião cívica que é o Cristianismo, suas dificuldades não foram poucas.  Como as denominações cristãs utilizam a teologia como parte da formação sacerdotal e estes na igreja católica são todos homens e em outros setores são a maioria, ela, ao lado de outras aguerridas trabalhadoras da nossa religião, também marcou história por ser teólogA.

O último ponto é o curso que a Yacyrê entrou. Um curso multidisciplinar em uma instituição de referência no país que é a Federal do ABC. Sua formação acadêmica, tenho certeza, permitirá discutir questões humanas, portanto sociais, em níveis diferentes e mais profundos do habitual quando contempla a visão também desde dentro da Religião. De igual maneira, as contribuições que receberá dos nobres professores e discentes de lá serão importantíssimas para, em contínua mudança, aprimorarmos o conteúdo oferecido aos alunos da FTU.

Finalizando, sem o intuito de encerrar o assunto, Yacyrê: você provou o porquê de não sermos cultura de periferia. Não saímos do terreiro de nosso Pai para entrar na Academia. Muito pelo contrário, foi por meio das orientações Dele, por causa da nossa Tradição Oral e da nossa Raiz que nósconseguimos estar hoje pesquisando em instituições de alto nível acadêmico. Mas permita dizer que você foi além, pois entrou num curso de pós-graduação stricto senso portando um diploma confessional das Religiões Afro-brasileiras.

Você não escondeu sua condição, você "escancarou" que seu estilo de vida é o das Religiões Afro-brasileiras. Minha irmã, talvez nós não tenhamos a exata noção da importância desta conquista. Contudo, afirmo com convicção: como discípula do Pai Rivas, como adepta das Religiões Afro-brasileiras e acadêmica formada em Teologia destas mesmas Religiões Afro-brasileiras, este feito é histórico.

Honrado em ser filho do Pai Rivas e, consequentemente, seu mano de santé. Orgulhoso por ser adepto das Religiões Afro-brasileiras. Sinceramente, sinto a sua vitória como minha também. Afinal, aprendemos com o nosso mais Velho, com nosso Mestre que não somos pela concorrência. Nossa ética é a interdependência. Não é mesmo?
Vamos celebrar esta vitória durante o rito de Caboclo na FTU?

Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó



Aranauan, Saravá Fraternal,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)