quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Toque no Ile-Oka recebe visita do índio Bainawa

Toque no Ile-Oka recebe visita do índio Bainawa


Na publicação de hoje gostaríamos de apresentar um pequeno vídeo que retrata a visita do índio Bainawa ao nosso Candomblé de Caboclo (Ile-Oka 7 Estradas) acompanhado de um pequeno texto de nosso filho de santo Yabauara.

Saiba mais pelo vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=8LF4ojgVVSw

Ou diretamente pelo Blog Espiritualidade e Sociedade:http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/…/toque-no-ile-oka-r…

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Assimetria do Sagrado nas Religiões Afro-Brasileiras

Assimetria do Sagrado nas Religiões Afro-Brasileiras


Leia um trecho:
Nas últimas postagens, enfatizamos aspectos importantes para a sociedade a partir de elementos fundamentais das religiões afro-brasileiras. Temas polêmicos e que, ao mesmo tempo, precisam ser  discutidos como é o caso do sacrifício animal. Também demos realce a doenças sociais como misoginia, racismo, etnocentrismo (elitismo), hierarquização cultural e social, todas geradoras de desigualdades graves. Assimetria do Sagrado nas Religiões Afro-brasileiras oferece novos ângulos sobre esses e outros temas. Axé!

Diretamente pelo vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=qoSVreWZDMA

Ou diretamente no Blog Espiritualidade e Sociedade: http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2015/02/assimetria-do-sagrado-nas-religioes.html


sábado, 7 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Ifá na sala: sai uma dicotomia moralista cristã, entra um trinômio do bom destino

Axé,


Assisitindo ao vídeo, Medicina Afro-brasileira e "doenças" sociais (https://www.youtube.com/watch?v=fL_J-htNi0o), constatei algo que julgo muito importante.

Ao naturalizar a condição de verdadeira aversão à misoginia, racismo, xenofobia e tantos outros preconceitos, a Iniciação calcada ética e epistemologicamente em Ifá está sendo marcada por novos paradigmas de valores. Certamente uma cura para as doenças biopsicossociais. Ao mesmo tempo, estimula felicidade em nossos caminhos porque prediz e prevê os próximos passos retificando o que não presta e ratificando o que nos fortalece o caráter.

Para os que aprendem Ifá em livros ou cursos, um contrasenso. Em pleno século XXI resta e eles tentar justificar o injustificável. Defender o indefensável. Portanto, uma ilusão. Mas cada um alcança o que busca. Feliz de tod@s nós que sabemos o que queremos.

No instante que o Babá coloca ifá na "sala" da nossa casa, seu rearranjo, seu conhecimento retira a dicotomia bem X mal ou certo X errado e introduz o trinômio predição, prevenção e cura.

Quanto mais introjetada a Iniciação nestes termos, mais predição e menos doença...

E vamos dialogando!

Yabauara

Medicina Afro-brasileira e "doenças" sociais

Medicina Afro-brasileira e "doenças" sociais


Saiba mais assistindo ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=fL_J-htNi0o

Ou diretamente pelo Blog Espiritualidade e Sociedade na visão das Religiões afro-brasileiras: http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2015/02/medicina-afro-brasileira-e-doencas.html


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ile Oka 7 Estradas local de encontro do povo de axé

Ile Oka 7 Estradas local de encontro do povo de axé

Leia um trecho:
Dia 27 de janeiro realizamos maos um toque no Ilê Oka Sete Estradas. Lá fazemos nossos toques de Candomblé de Caboclo. O Ilê recebeu mais uma vez várias pessoas, mas contamos com a presença do Babá Galotti de Airá e de sua esposa. A presença doa dois muito nos honrou. Ê sempre motivo de alegria e honra receber Babás e Iyás em nossos Ilês. O povo do santo junto reforça e compartilha ainda mais o axé! 
Abaixo, as palavras de Obalolá, sobre algumas das experiências vivenciadas ontem. 

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

MANDINGAS, SIMPATIAS e GARRAFADAS - O Poder Curativo das Ervas Ativadas

Lançamento do mais novo Curso de Extensão Universitária da FTU:

MANDINGAS, SIMPATIAS e GARRAFADAS - O Poder Curativo das Ervas Ativadas

O curso será ministrado pelo  Especialista em Teologia afro-brasileira Francisco Rivas Neto (Babalorixá Rivas) que discorrerá sobre o Poder oculto curativo e magístico das ervas nas tão conhecidas "mesinhas, garrafadas, unguentos, simpatias", entre outros aspectos inéditos que serão discutidos.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

O CONGRESSO NACIONAL DA UMBANDA ESOTÉRICA E OS SEUS QUATRO PÚBLICOS-ALVOS FUNDAMENTAIS




O CONGRESSO NACIONAL DE UMBANDA ESOTÉRICA E OS SEUS QUATRO PÚBLICOS-ALVOS FUNDAMENTAIS

As instituições conduzidas por Pai Rivas (Mestre Arhapiagha) sempre foram pautadas pelo profícuo diálogo com várias instâncias da sociedade: diálogos intrarreligiosos, diálogos inter-religiosos, diálogos interdisciplinares e diálogos com as várias instituições sociais (academia e sociedade civil como um todo).
Com o Congresso Nacional da Umbanda Esotérica não será diferente. Por isso, ele é destinado e dirigido a quatro públicos-alvos fundamentais:

1. ADEPTOS DA UMBANDA ESOTÉRICA
Em primeira instância, o Congresso interessa obviamente aos adeptos da Umbanda Esotérica, uma vez que versará sobre as ratificações e retificações promovidas por Mestre Arhapiagha, seu Mestre-Raiz, sendo evidente que todos os seus adeptos terão vivo interesse em estarem atualizados em relação a elas.

2. ADEPTOS DAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
Mas o Congresso não interessa apenas aos praticantes de Umbanda Esotérica, como também a todos os integrantes das Religiões Afro-brasileiras.
Em primeiro lugar, porque todas as Escolas e Religiões Afro-brasileiras têm, entre si, pontos de contato e influências recíprocas, de modo que alterações em qualquer Escola acabam sempre por se refletir em todas as demais.
Em segundo lugar, porque, assim como a Umbanda Esotérica, todas as Escolas das Religiões Afro-brasileiras têm um dinamismo interno que lhes permite reorganizações, reformulações e repaginações, necessárias para que suas tradições se mantenham vivas.
Em terceiro lugar, porque os adeptos de outras Escolas e Religiões Afro-brasileiras serão informados de que a Umbanda Esotérica, atualmente, está completamente distanciada de qualquer elitismo, sectarismo ortodoxo e, sobretudo, das chagas da misoginia, da homofobia, do racismo e da ideologia evolucionista.

3. ACADÊMICOS
Para os acadêmicos o interesse não é menor. É sem dúvida bastante pertinente e até instigante, do ponto de vista acadêmico, observar "in loco" determinado grupo religioso em pleno processo de reorganização e reformulação doutrinal, ética e ritualística.
Ir um acadêmico ao Congresso significará "ir a campo", o que lhe oferecerá ferramentas indispensáveis para uma compreensão mais apurada do universo religioso afro-brasileiro, pautado que é pela diversidade e por um profundo dinamismo estrutural.

4. SOCIEDADE EM GERAL
Por fim, a própria sociedade como um todo está contemplada pelas finalidades do Congresso, sobretudo diante do fato de que as retificações e reformulações pelas quais a Umbanda Esotérica passa dizem respeito a direitos humanos e a demandas relativamente recentes da sociedade civil: o combate à homofobia, à misoginia, ao racismo, ao etnocentrismo, aos evolucionismos social, cultural e espiritual, dentre tantas outras mazelas lamentavelmente ainda presentes na sociedade.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Fazendo história... A voz (e vez) da mulher na Umbanda Esotérica

Aranauan,


O paradigmático vídeo de hoje apresenta o impactante título "A voz da primeira Iniciada na Umbanda Esotérica" (https://www.youtube.com/watch?v=l0tOpxcI7Zg). Trata-se de um adendo à trilogia que se encerrará em breve.

Seu conteúdo permite muitas reflexões significativas, afinal 2 sacerdotes falam ao público com uma consistência que possibilita uma discussão teológica de alto nível. As palavras da primeira Iniciada da Umbanda Esotérica no 7º grau do 2º ciclo, Yamaracyê, nos colocam para pensar que não é mais possível olvidar que a religião é uma construção humana, mesmo que haja fé no sobrenatural. Em sendo humana, está submetida a todos os contextos sócio-culturais da sua época.

No ocidente e, em especial, no Brasil a cultura cristã católica marca o fazer social e religioso. As primeiras umbandas reconhecidas pela academia como tal são, inclusive, cristãs, praticada por uma classe média etnocêntrica e/ou por setores da elite. Estes valores cristãos, que diferem muito do Cristo, são reflexos de um preconceito sem precedentes e de consequências sociais gravíssimas. Sobre misoginia, vale lembrar que a mulher adquiriu o direito ao voto recentemente, e até os dias de hoje, possui salário no mercado brasileiro inferior ao homem mesmo em igualdade de cargo e função. Sobre a homofobia, uma agressão ao núcleo familiar idealizado cristão. Vide a dificuldade de casais homossexuais adotarem filhos, mesmo com a enorme quantidade de crianças desamparadas pelos pais biológicos, e outros direitos que são garantidos aos casais heterossexuais.

Na UE, em particular, as influências também aconteceram. Mulheres não poderiam se iniciar em graus e ciclos como o que fora conquistado pela Yamaracyê. Justificativas de ordem espiritual foram construídas para preconceituar o homossexual. A revolução promovida pelo Mestre Araphiagha agora, gestada há pelo menos 25 anos, desde o desencarne do fundador W. W. da Matta e Silva, coloca definitivamente um basta a esta herança cristã maldita, pegando carona nas duras e consistentes palavras de Friedrich Nietzsche constante em suas obras.

Como bem disse a Mestra Yamaracyê, retirar a imagem do cristo é retirar a axiologia cristã do centro. Não permitindo nenhuma prática que promova desigualdades em termos espirituais, culturais, sociais, políticos e econômicos. O que fica no centro da UE, então? Como já explicitado, Ifá.

A ética africana desde as Divindades até o fazer social nunca promoveu estas exclusões. Não é por menos que o panteão africano tem Deuses e Deusas (contrário à misoginia) e Deuses sem gênero definido, os "meta-meta" (contrário à homofobia). Apenas para ficar nestes dois exmplos. Mais do que isso, Mestra Yamaracyê nos convida a refletir sobre tudo isso deixando de lado a tão batida ideia de "sincretismo" e levando mais a sério o porquê destas mudanças.

Por seguir a doutrina de Ifá de forma central, a UE não tem aspectos salvacionistas ou proselitistas. Pelo conceito sacerdotal e teológico de Escolas, preconizado por Mestre Araphiagha, admitimos muitas formas de se fazer e praticar o núcleo duro chamado "Umbandas". Aqueles que prescindem dos valores cristãos, dependentes de suas práticas moralistas, acorram à Umbanda Cristã. Não precisam ficar na UE.

Saindo um pouco da discussão teológica e adentrando na minha vivência como adepto da UE, não posso deixar de admirar a coragem de Mestre Araphiagha ao realizar tal revolução. Igualmente nutro satisfação de ver minha irmã mais velha, honrando a nossa Linhagem com tamanha competência e capacidade para versar sobre assuntos religiosos, acadêmicos e sociais. Simplesmente deixam os despeitados de cabelos "em pé". Aliás, nem isso. Parece-me que o cabelo era de papel e simplesmente desmanchou... Chega a ser temerário a falta de percepção do que é ser um Mestre-Raiz, um verdadeiro Mago. Sua magia briga, e briga feio, pelo meu Pai. A lei é justa e uma só. Se extraviou... Bem, mas o que importa mesmo é que nossa comunidade se enche de satisfação e alegria por saber que com Ifá na "sala de estar" o destino nos permite caminhos abertos e corpos fechados sob os auspícios de nosso Mestre. Vamos conversando.


Yabauara