Blog voltado para exposição de idéias sobre o movimento umbandista e sua influência na sociedade.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
MÉTODOS PROFILÁTICOS E CURATIVOS DAS DOENÇAS NAS RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS
Como as religiões afro-brasileiras lidam com a noção de cura/doença?
Saiba mais assistindo o vídeo: http://sacerdotemedico.blogspot.com.br/2014/01/metodos-profilaticos-e-curativos-das.html
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Retrospectiva 2013 de nossa Comuidade de Axé
Retrospectiva 2013 de nossa Comuidade de Axé
Gostaríamos de aproveitar a primeira publicação de nosso blog em 2014, para realizarmos uma breve retrospectiva de 2013.
Logo no início do ano, reformamos um espaço físico em Itanhaém para dar lugar à nossa casa de fundamento. Trata-se do Ilê Funfun Awoshogun, ou seja, a Casa Branca da Cura e do Destino. Foi um momento muito importante, pois ao longo de todo 2013, muitos e importantes ritos públicos e reservados foram processados lá.
No campo acadêmico, a FTU conseguiu o reconhecimento do seu curso de graduação em teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras pelo MEC. Conseguiu nota 4, de um total de 5, o que a alça ao patamar de curso de excelência aos olhos de nossos avaliadores. Essa marca histórica a favor das Religiões Afro-brasileiras trouxe isonomia com as demais confessionalidades religiosas por meio da educação.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Enjuremação de nossa filha espiritual (texto + fotos)
Na publicação de hoje, vamos comentar sobre um importante processo iniciático que está ocorrendo em nossa casa, o Ilê Funfun Awooshogun. Trata-se da iniciação na Jurema, ou enjuremação, de Mãe Fabi (Yamaosilê), nossa filha espiritual.
Importante lembrar que um dos primeiros registros literários vem de Câmara Cascudo no início do século XX. Em sua abordagem, dava grande ênfase ao Catimbó, hoje denominado culto de Jurema, como algo folclórico, por vezes pejorativo.
De certa maneira, esta perspectiva foi amenizada pela missão folclórica de 1938. Especialmente pela pena de Mário de Andrade. Não podemos deixar de registrar também a pesquisa de Luiz Assunção (UFRN) que contribui bastante para a disseminação da Jurema no meio acadêmico.
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Orô Axé Exu
Orô Axé Exu
Gostaríamos de aproveitar a publicação de hoje para divulgarmos excertos em vídeo do rito conduzido por nós. O Orô Axé Exu em Itanhaém - SP, mais especificamente na casa de nossa filha espiritual Fabíula (Yamaosilê). Trata-se de Fundamento do Axé de Exu Odara - Ekodidé. Axé!
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Mais uma vitória para o campo teológico afro-brasileiro!
Mais uma vitória para o campo teológico afro-brasileiro!
Ontem tivemos, em Itanhém, o Orô Axé Exu fechando nosso ciclo ritual, celebrando a vida e compartilhando axé com nossa e outras comunidades de santo. Imbuídos da alegria e das vibrações positivas recebidas no ritual, recebemos, hoje, a notícia alvissareira de que uma de nossas filhas-de-santo foi aprovada, em primeiro lugar, para ingressar no doutorado acadêmico em Ciências Humanas e Sociais na Universidade Federal do ABC.
A notícia ganha relevância por alguns elementos. Primeiramente, ela vem se juntar com tantas outras notícias e realizações que temos publicizado em nosso blog de nossa comunidade de santo. É sempre motivo de regozijo quando nossos filhos espirituais realizam suas conquistas. Como sempre mencionamos, a vitória de um é um grande acréscimo para o axé coletivo da casa, em vários âmbitos. Muitos acadêmicos falam sobre família-de-santo, mas, é apenas na vivência ritual, no contato constante no terreiro que aprendemos a ver nas vitórias alheias, nossas próprias vitórias.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Texto + Vídeo novos! Iniciação afro-brasileira só existe se vivenciada no terreiro!
Iniciação afro-brasileira só existe se vivenciada no terreiro!
Na publicação de hoje, gostaríamos de relembrar um vídeo que postamos há alguns meses. Fizemos esta escolha pela atualidade do mesmo. Nele discorremos sobre a demonização da divindade/ancestral Exu das Religiões Afro-brasileiras por outras tradições. Mencionamos também a relevância da mídia para formar opinião pública a favor de alguns grupos favorecidos, sempre excluindo grupos sociais tais como os negros, as religiões afro-brasileiras, os indígenas, entre outros. Em uma das notícias standartizadas, uma emissora elitizada publicizou um determino grupo religioso afro-brasileiro que vendia cursos de iniciação, usava de entidades espirituais para extorquir outrem. O fato é que esses grupos não representam as religiões afro-brasileiras, mas, infelizmente, a mídia se interessa em ridicularizar o campo como um todo. Quanto à questão dos cursos, é evidente que trata-se de um estratagema mercantil que faz uso da fraqueza da mente humana, a qual procura sempre as facilidades, poder e dinheiro. Tornar-se pai e mãe de santo é reduzido, nesses cursinhos, ao pagamento bancário. Mantemos nosso repúdio aos grupos que não valorizam o sacerdócio vivenciado e que encontram-se amarrados nas teias da homogenia e hegemonia. E aos que se interessam e valorizam diariamente pelo sacerdócio, pelo contato constante com seus pais, mães-de-
santo e comunidade-terreiro, nosso profundo axé!
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Novo livro sobre Teologia Afro-brasileira no prelo pela Editora Vozes!
Novo livro sobre Teologia Afro-brasileira no prelo pela Editora Vozes!
Ao final deste ano, gostaríamos de dar o nosso Ibá aos Irunmalés (Orixás e Ancestrais Ilustres) por permitir tantas realizações à nossa comunidade de Axé. São vitórias no âmbito espiritual e acadêmico que merecem uma retrospectiva, algo que faremos tão logo.
Na publicação de hoje poderíamos citar vários de nossos filhos e filhas espirituais que, de alguma forma, contribuíram significativamente para isso. Entretanto, vou citar uma importante conquista que soubemos a pouco tempo e que terá uma ótima repercussão para a sociedade.
Aranauan, Saravá, Axé,
Yabauara (João Luiz Carneiro)
Discípulo de Mestre Arhapiagha (Pai Rivas)
Clique na imagem e conheça o site da FTU
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Cursos de habilitação para pais e mães de santo e “cursos de formação teológica”: a prática da clandestinidade no universo afro-brasileiro
Cursos de habilitação para pais e mães de santo e "cursos de formação teológica": a prática da clandestinidade no universo afro-brasileiro
Nossas publicações mais recentes tem procurado enfatizar a diferença entre um curso de teologia reconhecido pelo Ministério da Educação e outros que se intitulam cursos livres de teologia. Além disso, discutimos também sobre os cursos de habilitação para pais e mães de santo que se proliferam, especialmente na capital do estado de São Paulo. Sobre este último tópico, gostaríamos de comentar que, recentemente, conversamos com um rapaz que frequentou um desses cursos que "forma" sacerdotes. Ele nos disse que recebia dos "aplicadores" dos cursos algumas orientações:
O "aluno" é orientado a não seguir nenhum pai ou mãe-de-santo. Deve seguir conselhos, única e exclusivamente, dos seus guias ou conselhos que surgirem na cabeça da pessoa, a qual não precisa nem ao menos ser médium.
Saiba mais em:
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Teologia Afro-brasileira: legitimidade e legalidade para o povo de santo já!
Na publicação de hoje, em nome da dignidade das Religiões Afro-brasileiras, gostaríamos de retomar a questão da teologia e suas implicações para o povo de santo em geral.
Em várias oportunidades já comentamos sobre isso, mas vale a pena posicionarmos o que é e qual o papel da Teologia. Podemos compará-la analogamente ao corpo humano. Em um braço a religião. No outro a ciência. A Teologia, por possuir estas características, pode aproximar ambas respeitando os seus saberes e fazeres. Ou seja, possui o conhecimento religioso (senso crítico) e por outro lado possui também as crenças religiosas (confessional).
Para realizar tão importante processo, lança mão de um mecanismo duplo e complementar: "decodificação e tradução". Decodificar um conteúdo é compreender o que ele expressa. Traduzir é articular duas realidades distintas sem promover substituição, ou seja, imposição de um lado sobre o outro. Sendo assim, ela pode interfacear ambas de forma harmonizada.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Encantaria de Mestre Canindé: Terapia da Brasilidade (texto e fotos)
Encantaria de Mestre Canindé: Terapia da Brasilidade
No último dia 30 de novembro, realizamos no Ilê Funfun Awooshogun, toque de Jurema, Encantaria do Mestre Canindé. Gostaríamos de aproveitar o ensejo para passar a "pena" à nossa filha de santo Yacyrê sobre sua experiência ritual. Axé!
"Considero complexa a missão de, em poucas linhas, expressar meus sentimentos com relação ao Toque de Jurema de Mestre Canindé, realizado no Ile Funfun Awooshogun, Casa da Cura e do Destino, em Itanhaém, SP.
Infelizmente, não pude participar do preparo do ritual ao longo da semana passada. Sei que muitos dos fundamentos e awos são vivenciados na construção do ritual, dos elementos, assentamentos. Trazer a "Jurema" não é algo trivial, simplório. Não basta beber jurema e entoar uma ou duas louvarias. Vivenciar a Jurema, cujas raízes remontam ao nordeste brasileiro, exige que o sacerdote esteja aberto a este universo, adentre nas correntes espirituais, no imaginário coletivo, na memória ancestral e, inclusive, na própria história da constituição do que é ser brasileiro.
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
A posição da FTU sobre cursos livres e cursos de habilitação para pais e mães-de-santo.
A posição da FTU sobre cursos livres e cursos de habilitação para pais e mães-de-santo.
No último texto problematizamos a questão dos cursos de habilitação para pais e mães-de-santo, os quais pretendem substituir a Iniciação. A discussão já foi densamente apresentada. Na publicação de hoje, gostaríamos de pontuar algumas questões que envolvem a Teologia e suas relações com o universo religioso afro-brasileiro.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Curso de habilitação para pais/mães de santo não é Iniciação!
Curso de habilitação para pais/mães de santo não é Iniciação!
Hoje nossa publicação visa retomar, de forma esquemática, o que temos discutidos nos textos anteriores. Muitas pessoas nos solicitaram que esclarecêssemos alguns pontos. Nesse sentido, pensamos em exposar nossos argumentos item a item para que eles ficassem mais claros.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Sobres cursos "fast foods"
Axé, meus irmãos,
Como o mundo dá voltas e as tentativas fracassadas de mercantilizar o santo sempre são as mesmas, gostaria de publicizar minhas palavras de 17/01/2009:
Cada terreiro tem sua magia. Cada terreiro possui uma forma específica de transmitir seus conhecimentos. Cada terreiro possui meios próprios de exercitar a mediunidade ou mesmo formar sacerdotes e sacerdotisas, através dos amacis, feituras de cabeça ou quaisquer outros ritos e práticas que servem para tais finalidades. Partindo destas idéias básicas e fundamentais do Movimento Umbandista, questionamos os cursos que tentam vende-las privilegiando a visão de um grupo sobre os demais.
Será que só as pessoas que dão cursos de magia ou desenvolvimento mediúnico são capazes de trabalhar estes e outros fundamentos básicos da Umbanda?
Esqueceram-se dos humildes e honestos pais e mães de santo que, independentemente do número de filhos espirituais ou da localização do terreiro, fazem a sua magia, dão passagem para o Pai-Velho, Caboclo, Criança, Exu e tantas outras formas de apresentação. São estes mesmos senhores e senhoras ilustres que seguram na mão de seus filhos e os preparam para incorporar os Ancestrais que possuem uma ligação íntima com as suas vidas ou mesmo abrem alguns erós sobre outras modalidades mediúnicas conforme as necessidades individuais de cada um. Tudo isso em respeito às características de cada indivíduo, sem formatar médiuns padronizados em ideologias de massa.
Não meus irmãos, este conjunto de valores não é exclusivo a um grupo restrito de pessoas. O acesso ao mesmo não é feito mediante pagamento de inscrições ou apostilas. Muito pelo contrário, é dentro do terreiro que aprendemos de forma segura e objetiva a aperfeiçoar a nossa mediunidade, a magia e tantos outros elementos que nos remetem ao Sagrado.
Assim como meus outros irmãos de santé ou confrades umbandistas de outras Escolas, estamos cônscios e satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelos nossos respectivos pais e mães de cabeça. Não precisamos de cursos "fast foods" que tentam colocar os bens socializáveis da Umbanda em uma linha de produção. Todos nós aprendemos e vivenciamos a Umbanda não assinando lista de presença ou cheques para pagar cursos, mas batendo a cabeça no Congá.
Como o mundo dá voltas e as tentativas fracassadas de mercantilizar o santo sempre são as mesmas, gostaria de publicizar minhas palavras de 17/01/2009:
Cada terreiro tem sua magia. Cada terreiro possui uma forma específica de transmitir seus conhecimentos. Cada terreiro possui meios próprios de exercitar a mediunidade ou mesmo formar sacerdotes e sacerdotisas, através dos amacis, feituras de cabeça ou quaisquer outros ritos e práticas que servem para tais finalidades. Partindo destas idéias básicas e fundamentais do Movimento Umbandista, questionamos os cursos que tentam vende-las privilegiando a visão de um grupo sobre os demais.
Será que só as pessoas que dão cursos de magia ou desenvolvimento mediúnico são capazes de trabalhar estes e outros fundamentos básicos da Umbanda?
Esqueceram-se dos humildes e honestos pais e mães de santo que, independentemente do número de filhos espirituais ou da localização do terreiro, fazem a sua magia, dão passagem para o Pai-Velho, Caboclo, Criança, Exu e tantas outras formas de apresentação. São estes mesmos senhores e senhoras ilustres que seguram na mão de seus filhos e os preparam para incorporar os Ancestrais que possuem uma ligação íntima com as suas vidas ou mesmo abrem alguns erós sobre outras modalidades mediúnicas conforme as necessidades individuais de cada um. Tudo isso em respeito às características de cada indivíduo, sem formatar médiuns padronizados em ideologias de massa.
Não meus irmãos, este conjunto de valores não é exclusivo a um grupo restrito de pessoas. O acesso ao mesmo não é feito mediante pagamento de inscrições ou apostilas. Muito pelo contrário, é dentro do terreiro que aprendemos de forma segura e objetiva a aperfeiçoar a nossa mediunidade, a magia e tantos outros elementos que nos remetem ao Sagrado.
Assim como meus outros irmãos de santé ou confrades umbandistas de outras Escolas, estamos cônscios e satisfeitos com o trabalho desenvolvido pelos nossos respectivos pais e mães de cabeça. Não precisamos de cursos "fast foods" que tentam colocar os bens socializáveis da Umbanda em uma linha de produção. Todos nós aprendemos e vivenciamos a Umbanda não assinando lista de presença ou cheques para pagar cursos, mas batendo a cabeça no Congá.
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