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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Como avançar no relacionamento intra-religioso umbandista?

Como poderíamos desenvolver o relacionamento intra-religioso umbandista? Acreditamos que é vivável pela interação das Escolas Umbandistas que invariavelmente são construídas pela troca salutar de experiências entre sacerdotes e sacerdotisas de diversos terreiros.


Uma prova desta interação foi o I Congresso de Umbanda do Século XXI onde Mãe Monica Varela, reconhecida sacerdotisa que preside a FEUCAMT, falou para os congressistas da importância de trocar o Poder pelo Saber. Este conceito magistral só foi possível ser ouvido, pois existia uma disposição dos dirigentes espirituais presentes em exercitar o diálogo intra-religioso. Recordo-me que após o marcante discurso de Mãe Monica Varela, Pai Rivas fez questão de registrar que a idéia trazida pela Mãe Espiritual seria eternizada nos Anais do Congresso.

Outra demonstração clara de diálogo entre Escolas foi dada por Mãe Nazareth, dirigente do Templo de Estudos e Desenvolvimento de Umbanda Iansã e Cacique Tupinambá. Em uma palestra pública no início do ano, esta importante Sacerdotisa reforçou a necessidade de cada Escola Umbandista enviar um representante, independente da condição sacerdotal, para cursar a FTU visando possibilitar que cada terreiro possua um teólogo umbandista. Desta forma, segundo Ela, existiria um canal mais eficiente entre os terreiros de Umbanda e a Sociedade Civil.

Esta idéia permite desdobramentos maravilhosos. A existência de umbandistas de diferentes terreiros aprofundaria a qualidade da FTU, uma vez que a faculdade possui uma proposta dialética entre corpo docente e discente. Além disso, reconhecemos que esta iniciativa produziria no Movimento Umbandista um avanço real no diálogo intra-reliogioso, pois fortaleceria a FTU como ponto de encontro e convergência dos diversos templos-terreiros do nosso rincão brasileiro.

Neste mesmo direcionamento destacamos a conversa entre Pai Rivas, reitor da FTU, e Pai Cássio de Ogum, presidente da FUCABRAD e vice-presidente do CONUB, onde este último afirmou para o primeiro que recomenda a faculdade porque ela possui um curso de altíssimo nível.

O diálogo intra-religioso é um meio real para a união do movimento umbandista. Os sacerdotes e sacerdotisas supracitados demonstraram como podemos avançar nesta importantíssima ferramenta. Sabemos que a faculdade está com as inscrições abertas para o II Congresso de Umbanda do Século XXI e nesta ocasião você poderá contribuir diretamente com a Umbanda por meio de uma consistente discussão nacional. Já pensou nisto? Vale a pena...

E deixa a Gira girar!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Diminuindo distâncias através do Movimento Oscilátório da Umbanda


Aranauam, Saravá meus irmãos umbandistas,

Recentemente temos trazido alguns conceitos sobre a Umbanda, o movimento umbandista e seu relacionamento com a Sociedade desde seus aspectos superficiais até os mais essenciais de tal forma que não existam privilégios de nenhum ângulo de interpretação específico. Somos a favor de todas as formas de se compreender e praticar a Umbanda.

Também não poderia deixar de comentar que boa parte dos conceitos trazidos neste blog são desdobramentos naturais de dois presentes que o nosso movimento umbandista recebeu da FTU: Vídeo-aulas gratuitas e I Congresso de Umbanda do Século XXI.



Estes bens socializáveis só foram concretizados por um motivo simples: as pessoas que participam destas iniciativas possuem uma profunda vivência naquilo que apresentam. Ou seja, só existe uma teoria qomualidade, pois ela é praticada dentro e fora das dependências da faculdade.

A 15ª vídeo-aula, da série 2008 da FTU, é simbólica neste sentido. Após uma profunda explanação sobre conceitos metafísicos, por exemplo ao demonstrar a vida através dos Orixás e Ancestrais no mundo sobrenatural e da Natureza e do Homem no mundo natural, Pai Rivas apresenta como estes podem ser aplicados na saúde dos irmãos planetários através de Garrafadas, Rezas, Mandingas e Simpatias. Tudo de forma gratuita! Disponíveis para quem quiser buscar a saúde espiritual, profissional, emocional e material. Não podemos esquecer da explanação de 75 ervas com suas propriedades medicinais e, principalmente, rituais.

E como deixaríamos de lado o Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras? Esta casa espiritual busca na vivência dos ritos de Candomblé de Caboclo, Catimbó, Encantaria, Pajelança, Toré, Xambá, Terekô, Babaçuê, Xangô do Nordeste, Mabassa, Culta ao Exu, além das diversas Escolas Umbandistas, resgatar a essência das Tradições com respeito pelas diferenças.

Finalizando, sobre o movimento oscilatório da Umbanda entre o Centro e a Periferia, gostaríamos de disponibilizar um link onde nossa apresentação poderá ser acessada visando uma melhor compreensão dos conceitos esposados: www.conub.org.br/material/Grafico_Umbanda.pps

E deixa a Gira girar!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Frutos do I Congresso de Umbanda do Século XXI

É muito comum observamos citações sobre os Congressos de Umbanda que aconteceram ao longo do século passado. De fato, estes eventos são importantes na demonstração das idéias que permeavam importantes comunidades umbandistas daquela época. E um destes sinais de "vida" do movimento umbandista foram dados neste final de semana no I Congresso de Umbanda do Século XXI. Considerando o que falamos dos congressos passados, podemos afirmar que a Umbanda está em um ótimo caminho.

A tônica do Congresso realizado nas dependências da FTU foi a diversidade umbandista e sua aproximação da Academia visando o Saber Popular. Sim meus irmãos. A Umbanda, mais uma vez agindo de forma inclusiva, neutralizou as desigualdades e colocou em pé de igualdade o povo e a elite intelectual do nosso país através de um verdadeiro processo dialético.

Aquilo que parecia impossível foi concretizado pelo movimento umbandista através da FTU: a comunicação efetiva entre os Saberes Acadêmico e Religioso. Através de um clima sincero e fraterno, cientistas e umbandistas sentaram literalmente lado a lado para compartilharem visões profundas da Umbanda, dos Cultos Afro-brasileiros e da própria nação brasileira. A cosmética social saiu de cena e deu lugar para questões essenciais.

Isto sem falar da organização do evento que, de fato, foi impecável. Palavras estas que não foram apenas dos Conselheiros do CONUB presentes, mas dos próprios acadêmicos que participaram ativamente do Congresso. Lembrando que estes mesmos acadêmicos de alto nível como o prof. Dr. Camurça e prof. Dr. Luiz Assunção colocaram-se à disposição da Umbanda para a produção de parcerias entre a Ciência e a Religião. Que notícia alvissareira!

Vale lembrar também que este evento foi muito importante, mas não deixou de acontecer dentro do terreiro! Isto mesmo meus irmãos. O evento aconteceu dentro do santuário da FTU. Nas fotos divulgadas pelo comunicado do CONUB, vocês observarão o carpete azul que serviu para proteger o solo sagrado do terreiro e as telas enormes que velavam o Congá da faculdade. Afinal, o principal evento umbandista do século XXI precisava acontecer no interior de um templo umbandista! Além de todo o exposto, que não representa um décimo do que foi o Congresso, não poderíamos deixar de encerrar este email sem mencionar a equipe de trabalho.

Os voluntários da faculdade (professores, alunos e umbandistas em geral) demonstraram a importância e o resultado de uma verdadeira militância ao transformar todas as dependências do estabelecimento em um lugar adequado para recepcionar um Congresso de tanta relevância para a nossa religião.

Estamos ansiosos para participar do II Congresso de Umbanda do Século XXI que, segundo Pai Rivas, já está marcado para o ano que vem nos dias 13, 14 e 15 de novembro! A comissão organizadora já está formada e caberá a cada um de nós, em nossas respectivas cidades, organizarmos e produzirmos conteúdo para apresentar a este grupo. E deixa a Gira girar!