É com grande alegria que divulgamos texto+vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":
É com grande alegria que divulgamos texto+vídeo inédito publicado no Blog "Espiritualidade e Ciência":
Blog voltado para exposição de idéias sobre o movimento umbandista e sua influência na sociedade.
O Toque de Jurema (Encantarias – Encantados) é um culto público com fins propiciatórios à (1) cura, (2) resolver problemas vários do cotidiano, (3) amor e, finalmente, (4) problemas espirituais vários.
O Culto à Jurema tem na adaptação do homem aos três ambientes: natural, social e sobrenatural a forma de encontrar a estabilidade, a harmonia e o equilíbrio.
A quebra desse equilíbrio (dos três ambientes) pode desencadear vários óbices, inclusive a deflagração de agressão mística – demandas, ataques mágicos ou berundangas - responsável por infortúnios espirituais tais como "vida amarrada" e perturbação espiritual na dimensão afetiva promovendo o insucesso no amor e as maiores dificuldades no aspecto econômico-financeiro. Finalmente, os problemas mais ou menos graves de saúde mental ou somática.
Palavras-chave: Cura, Fumaçadas, Marca, Mestres, Toque da Jurema.
Aranauan, Saravá, Axé!
Acompanhando o twitter do Pai Rivas (http://twitter.com/rivasneto), soubemos da sequência de importantes comentários registrados na última publicação do Blog "Espiritualidade e Ciência" que podem ser acessados por meio deste link: http://sacerdotemedico.blogspot.com/2011/06/religioes-afro-brasileiras-salve-salve.html#comments
O tema é delicado, porém sua formação sacerdotal permitiu uma resposta tranquila, serena, porém não menos objetiva e profunda. Gostaríamos de discutir seu teor com todos os internautas.
Tendo em vista a publicação que mostrou fotos do Culto aos Encantados conduzido pelo Mestre Arhapiagha, o leitor Alexandre parabeniza as mesmas e o trabalho desenvolvido no Blog. Na sequência, comenta um fato que não podemos olvidar. Desde que Pai Rivas começou a demonstrar a diversidade das Religiões Afro-brasileiras de forma teórica e prática na internet, temos observado uma profusão de iniciativas que imitam, ou melhor, tentam imitá-lo. Contudo, continua ele, esta "imitação" não consegue a alcançar o aspecto mediúnico, ou seja, o fundamento propriamente dito. Diante deste cenário, Alexandre pergunta a opinião do autor do Blog.
Como já adiantamos, Pai Rivas responde com clareza. Comenta o fato de muitas pessoas iniciantes optarem por fazer uso deste expediente. Respeita a posição e atitude de todos incondicionalmente. Porém, considerando o trabalho sacerdotal com mais de quatro décadas, tudo que expressa foi obtido dentro do terreiro, ritualizando, vivenciando com os Ancestrais Ilustres e seus Mestres encarnados que O iniciaram. Logo, o fundamento só pode ser aprendido e transmitido por quem possui esta vivência.
Fica claro que expor o rico material de terreiro por uma casa de iniciação conduzida por um Mestre só dignifica as Religiões Afro-brasileiras. Quanto conhecer o fundamento, o "orô", à distância ou deturpar a tradição, podemos ficar tranquilos. Só o sabe quem recebeu Iniciação e na Tradição Oral das Religiões Afro-brasileiras Ela só é possível por meio das mãos cheias de um sacerdote de fato e de direito dentro do terreiro.
E deixa a Gira girar!
Num ambiente descontraído, de muita energia positiva e felicidades foi celebrado mais um toque de Jurema-Encantaria de Mestre Canindé, no Centro de Cultura Viva das Tradições Afro-brasileiras.
Vários Mestres, como é da Tradição da Encantaria, acostados juntos com os príncipes e princesas (índios, curadores e feiticeiros) acompanhados de outras "famílias" da Jurema e de vários cultos das religiões afro-brasileiras.
A celebração pública foi prestigiada por um número grande de sacerdotes de vários rincões do Estado de São Paulo, de diversas religiões afro-brasileiras. Muitos admiradores das "Mesas" de Mestre Canindé e do povo da Turquia lá compareceram e foram beneficiados com o Toque e com as prosas e consultas de Mestre Canindé, Rei da Turquia acostados em Mestre Arhapiagha.
A maior parte da mente é inconsciente. Por intermédio de seu conteúdo influencia a porção consciente; o inconsciente é o ponto chave da atuação do Orixá, influenciando diretamente a consciência do indivíduo, fazendo com que se afirme que o "filho de santo" adquire o comportamento, (arquétipo) de seu Orixá, o que proporciona uma maior capacidade de identificação individual e social com o grupo afim.
Os estudos realizados na FTU e os textos postados no Blog Espiritualidade e Ciência (F. Rivas Neto) tem ampliado e dado margem ao salutar diálogo. Ousou afirmar que o Orixá influencia o indivíduo por intermédio da porção inconsciente, ou seja, o Orixá atua no inconsciente profundo proporcionando o transito para o consciente. O conteúdo por intermédio de rituais de fundamento e atualização do axé é levado ao consciente favorecendo a identidade, fortalecendo a personalidade do indivíduo, e, principalmente, a conexão com seu genitor divino – o Orixá, por intermédio do Ori preparado para tal (Ori Inu).
Palavras-chave: Consciente, FTU, Inconsciente, Ori, Orixá.
Aranauan, Saravá, Axé!
Notícias alvissareiras acabam de chegar no twitter do Pai Rivas (http://twitter.com/rivasneto)!
Após o sucesso absoluto do lançamento da 4ª edição do livro "Exu – O Grande Arcano", a primeira reimpressão esgotou rapidamente. Na elaboração da segunda reimpressão, Pai Rivas, por meio da editora Ayom, entrega uma edição especial em conteúdo e forma que vale a pena conhecer.
Algumas fotos foram liberadas em primeira mão pelo Pai Rivas e podem ser acessadas nestes links:
Durante a semana traremos maiores informações. Eu já adquiri o meu exemplar e é realmente maravilhoso o conteúdo aditado à obra clássica e o formato do livro. Literalmente, é o Livro da Capa Preta!
As Religiões Afro-brasileiras são "formuladas" por intermédio da Tradição Oral, não por incapacidade ou falta de tecnologia, mas por entender que o conceito doutrinário, sua raiz se forma na mente em primeira instância, depois se consolida em linguagem escrita, obrigatoriamente transitando antes pela oralidade (... e no início era o Verbo, a oralidade).
Ao optar pela oralidade as Religiões Afro-brasileiras sinalizam que seus fundamentos são abertos, condizentes com os avanços espirituais do próprio ser humano.
A Tradição, sua constante é a contínua mudança, se não em seus aspectos estruturais, de cunho espiritual, todavia todo o mais é adaptável; permite releituras e ressignificados.
Palavras-chave: Axé-Ori-Bara, Faculdade de Teologia Umbandista, fundamentos, Teologia, Tradição Oral
Aranauan, Saravá, Axé!
São tantas as informações importantes para as Religiões Afro-brasileiras. Isto é maravilhoso! Com esta imensa e representativa quantidade de boas notícias, não comentamos um vídeo que para mim será paradigmático nas discussões sobre a nossa religião. Trata-se do vídeo: Religiões Afro-brasileiras: cultura de periferia é manutenção da miséria publicado no blog "Espiritualidade e Ciência" (http://espiritualidadeciencia.wordpress.com) e que está também disponível no canal do Youtube do Pai Rivas – http://www.youtube.com/pairivas#p/u/0/mxfkLC-jV-8.
Com a simplicidade e profundidade que é peculiar ao Pai Rivas, temas críticos são abordados de forma transdisciplinar observando os impactos na sociedade a partir de dicotomias dos aspectos mais abstratos aos mais concretos criadas pelas religiões tradicionais e apropriações modernistas de religiões mais recentes .
Uma destas dicotomias foi posicionar de um lado uma minoria de "privilegiados" como cultura de centro e do outro, permitam-me a redundância, uma enorme e avassaladora maioria como cultura de periferia. Claro está que as Religiões Afro-brasileiras foram e infelizmente ainda são taxadas como cultura de periferia, ou seja, estariam excluídas do centro irradiador de poder e decisão da nossa sociedade.
Afirmo estariam, pois elas de fato não estão mais. Com o advento da FTU (Faculdade de Teologia Umbandista), primeira instituição de ensino superior confessional do povo do santo e que foi autorizado e credenciado pelo MEC (Ministério da Educação) para formar bacharéis em teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, ocupamos um espaço importante neste centro de poder. Não foi um processo de inclusão superficial, pois a porta de entrada escolhida pelo Astral e concretizada pelo Pai Rivas ao fundar a faculdade foi a Educação e, uma vez nela, a Teologia.
Percebam meus irmãos que a FTU não surgiu para criar uma linguagem própria, etnocêntrica das Religiões Afro-brasileiras reproduzindo uma lógica do opressor/oprimido. Pelo contrário, ela nasce para dar condições do adepto da nossa religião expressar sua cosmovisão, sua visão de mundo, respeitando a diversidade inerente e igualmente importante para as Religiões Afro-brasileiras neste centro de poder.
Ou seja, como diz Pai Rivas, oscilando entre a periferia e o centro, a FTU carrega para o centro todos os excluídos. E o que antes era uma dicotomia entre cultura de centro e cultura de periferia, na religião em primeira instância e em todos os setores de forma gradativa, se transforma em cultura de todos, sem privilegiados ou excluídos.
Muitos outros pontos poderiam ser discutidos aqui. Porém, gostaria de convidar o irmão planetário para assistir o vídeo e gradativamente dialogarmos sobre o exposto. Vamos conversando!
Aranauan, Saravá, Axé!
Possuo enorme orgulho espiritual em novamente evocar as palavras do meu Pai sobre as conquistas coletivas da Faculdade de Teologia Umbandista e, consequentemente, das Religiões Afro-brasileiras. Quem O acompanha no twitter (http://twitter.com/rivasneto) já deve estar sabendo da novidade que vamos replicar nas listas de discussão.
Duas teólogas formadas pela FTU avançaram mais um pouco na Academia. Yamaracyê e Aracyauara, filhas espirituais de Pai Rivas, foram aprovadas no processo seletivo da PUC-SP para o programa de Ciências da Religião, nível Mestrado. Isto é maravilhoso!
Mais do que teólogas, são antes de tudo adeptas das Religiões Afro-brasileiras que despertaram o interesse pela pesquisa acadêmica dentro do terreiro sob a orientação direta de Pai Rivas. Descobriram, inclusive antes de mim, como a ciência pode dialogar com a religião e ambas são concretizações do conhecimento humano que não precisam se distanciar da Espiritualidade. Pelo contrário, são meios ideais para veiculá-La.
Somando-se ao meu caso e de minha outra irmã Yacyrê, já somos quatro pesquisadores oriundos da FTU e do terreiro do Pai Rivas inseridos no meio acadêmico. Isto reforça o caráter coletivo da causa iniciada pelo nosso Pai, no sentido de como é possível transformar a sociedade pela educação e, neste caso, pela Teologia.
Yamaracyê e Aracyauara. Assim como falei com a Yacyrê, as convido para celebrarmos juntos no Rito de hoje. E deixa a Gira girar!
Aranauan, Saravá, Axé!
Dando continuidade ao processo de divulgação das importantes inserções da comunidade do povo do santo na sociedade, por meio da academia, Pai Rivas comentou agora há pouco (via twitter – http://twitter.com/rivasneto) sobre nossa comunicação no XII Simpósio Nacional da ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões).
O trabalho apresentado inicia uma breve discussão sobre o método utilizado pela Academia para olhar as Religiões Afro-brasileiras. Utilizo três obras de referência para analisar a questão, respectivamente assinadas por Yvonne Maggie, Vagner Gonçalves da Silva e Pai Rivas que inaugura a escrita teológica nas Religiões Afro-brasileiras como campo de conhecimento constituído e dialógico. Portanto, possível de ser desenvolvido criticamente.
Só para ilustrar o exposto sobre a Teologia com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras, cito a recente publicação no Blog Espiritualidade e Ciência: "Ritos Secretos da Iniciação nas Religiões Afro-brasileiras" disponível em – http://espiritualidadeciencia.wordpress.com. Nela é possível observar a seriedade e profundidade que a relação Ori/Bará é exposta, sem perder a simplicidade tão cara à nossa identidade. Mais do que comentar, gostaria de citar as palavras de nosso Pai Espiritual e que os irmãos percebam o respeito que este sacerdote possui pela diversidade rito-litúrgica:
"É desta interface Ori-Bará, do Bará como manifestação ou emanação do Ori que versará o vídeo apresentado nesta publicação. Apesar do pioneirismo em demonstrar a Iniciação alicerçada nos ritos de fundamento Ori/Bará, como sempre, não se pretendeu esgotar o assunto, aliás, só foi introduzido. Necessário dizer-se que o conceito é apresentado de forma generalista, e cada Religião Afro-Brasileira tem seus aspectos particulares, transmitidos e ritualizados segundo suas vivências e práticas tradicionais".
O conteúdo é maravilhoso, mas a ênfase da nossa comunicação da ABHR foi para o método desenvolvido pelo Pai Rivas. Uma forma inteligente e respeitosa com a alteridade. Aliás, quando leio o meu Pai nada mais vejo do que Ele é e sempre foi no terreiro como Sacerdote consumado, de fato e de direito, ou seja, Iniciado por outros Sacerdotes. Em suma, Pai Rivas expressa o que é.
Retomando, Ciência e Religião não precisam ser concorrentes entre si, pelo contrário, ambas ganham muito ao se permitirem o diálogo e aprendizagem recíproca. Foi isto que aprendi no que diz respeito a todas as formas de conhecimento com Pai Rivas na Iniciação que começou com muita satisfação no chão do terreiro e que hoje está em todos os solos que piso. Não só no templo, mas também na minha residência, no meu trabalho, na academia, enfim, na minha vida.
Não me canso de agradecer e tentar retribuir minimamente tudo o que o Senhor me deu por meio de mais trabalho, trabalho e trabalho com felicidade aqui e agora, hoje e sempre. Axé Babá Mi.
Aranauan, Saravá, Axé!
Acabo de ler as palavras do Pai Rivas no twitter – http://twitter.com/rivasneto e gostaria de repercuti-las nas listas de discussão que participamos.
Estivemos no XII Simpósio Nacional da ABHR (Associação Brasileira de História das Religiões), em Juiz de Fora, na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). O evento foi do dia 31/05 a 03/06 de 2011. Este ano o XII Simpósio trouxe um tema muito importante: "Experiências e Interpretações do Sagrado: Interfaces entre Saberes Acadêmicos e Religiosos".
Para nossa alegria assistimos com atenção a comunicação da sacerdotisa e teóloga com ênfase nas Religiões Afro-brasileiras Yamaracyê que escreveu em conjunto com a teóloga de mesma ênfase e mestranda da UFABC(Universidade Federal do ABC) Yacyrê. Ambas mulheres e crentes das Religiões Afro-brasileiras, atuantes no terreiro, filhas espirituais do Pai Rivas.
Isto nos enche de alegria. Sim, ficamos orgulhosos por serem nossas irmãs de santé. Mostra a força de uma raiz verdadeira. Recém-diplomadas pela FTU e, em menos de um ano, já estão publicando e comunicando em eventos de referência no nosso país. Mas o que nos deixa mais orgulhoso é que aprenderam no terreiro, com Pai Rivas, a valorizar as Religiões Afro-brasileiras como um todo. Não foram ao púlpito acadêmico para defender causa própria, ou melhor, foram sim. Foram defender causa própria, pois como teólogas formadas na FTU entendem as Religiões Afro-brasileiras como um todo a sua causa própria.
O tema que escolheram para discutir não poderia ser melhor: "A identidade das religiões afro-brasileiras". Falaram com todo rigor acadêmico, mas sem deixar de preencher este continente científico com conteúdo espiritual. Mostrou que temos um discurso forte, pois falamos o que vivenciamos no terreiro. As casas de iniciação das Religiões Afro-brasileiras são sérias, porque são casas de Verdades Espirituais. Não enganam, não praticam charlatanismo com pseudoiniciações. Em nossos ilês, terreiros, roças, choupanas conduzidos por sacerdotes ou sacerdotisas sérios nos conectamos realmente com o Sagrado.
Ao ouvir as palavras da Yamaracyê na ABHR, em pleno território acadêmico outrora tão preconceituso conosco, senti que a honra dos nossos Ancestrais avoengos e Ilustres foi resgatada. Falamos em pé de igualdade com todos os presentes e fortalecemos laços de amizade que hoje nos permite dialogarmos com respeito. A FTU por meio de seus teólogos e corpo docente vem cumprindo com a sua principal tarefa: dar voz e vez para as Religiões Afro-brasileiras nas questões espirituais, culturais, sociais, políticas e econômicas.
Não poderia deixar de encerrar este texto sem antes agradecer ao Pai Rivas pela persistência e convicção nesta proposta pacífica de paz que passa pela Educação, enfim, pela Teologia. Antes, ainda, agradeço pelo Sacerdote de mãos cheias que o Senhor é. Afinal uma boa raiz é (re)conhecida pelos frutos. O que colhi na ABHR certamente é de ótima qualidade. Uma teóloga, sacerdotisa iniciada pelo Pai Rivas que ao receber a palavra fez questão de fortalecer o nosso ethos como algo aberto, inclusivo e interdependente.
Paóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóóó!!!
A Iniciação, nas várias Religiões Afro-Brasileiras, tem em comum apresentar ao neófito os "fundamentos" ou ensinamentos basilares, esotéricos que são vivenciados por intermédio de vários ritos de fundamento.
Dentre os rituais secretos ou seletos, afetos à Iniciação, estão o rito do Ori (bori) e o rito do Bará (destino, energias vitais).
O conceito de Ori é importantíssimo, mormente por relacionar-se com a consciência, inteligência, processos cognitivos e, principalmente espirituais (energias sutilíssimas e sutis) que só sacerdotes consumados sabem como fazer as devidas "amarrações" com as vibrações positivas do universo, com os Senhores Estruturantes do Universo – os Orixás e seus Ancestrais Ilustres.
O Bará, em sua delicada tessitura ritualística, é de transcendência similar ao Ori; associa-se ao elo de comunicação, a fala, a reprodução, ao sexo e equilíbrio fisiológico e energético do corpo físico visível e invisível, portanto associado a Exu (equilíbrio biopsicossocial).
Palavras-chave: Ritos Secretos, Iniciação, Ori, Bará, Religiões Afro-brasileiras.